sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Coca Cola:

Aconteceu numa tarde cinzenta, quando o mundo e as pessoas não tem cor. Tomando sua Coca Cola, depois de ter saído da biblioteca, com muitos livros em baixo do braço esquerdo. Andava distraída pela rua, de vitrine em vitrine, olhando de pessoa a pessoa, sem poder controlar sua mania de olhar para o céu e observar as nuvens. Atravessou a rua e foi ver as barraquinhas de produtos populares instaladas na praça. A praça era bonita, dessas cheias de árvores e bancos, onde passarinhos e crianças disputavam espaço. As barraquinhas ficavam no meio da praça, fazendo um círculo em torno do grande monumento à alguma coisa que ali se erguia.

Parou em frente a barraca de livros. Ela realmente amava livros. Observou alguns livros de capas novas que estavam mais a frente, mas logo perdeu seu interesse por eles ao ver livros mais antigos um pouco atrás. Ao ver que ela voltara sua atenção aos livros antigos, o dono da barraquinha se aproximou e ficou a observando. Educadamente, ela disse que estava apenas olhando. Cordialmente, com um sorriso e um aceno de cabeça, assentiu e disse que ficasse a vontade. Ela estava a vontade, sem dúvida alguma, em meio aos livros que tanto ama.

Puxou, então, um livro mais de baixo. O livro tinha uma capa preta, com uma caveira desengonçada desenhada e algumas espadas próximas a seu abdômem. Ela abriu o livro. O vendedor olhou seriamente para a moça, num misto de curiosidade e apreensão. Ninguem encosta nesse livro há meses, senão eu, quando ajeito os livros em pilhas em cima desta bancada, pensou ele. O rosto da moça se iluminava ao ler o conteúdo de uma página, escolhida ao acaso. Ela vai levar este livro, pensou ele. Ela largou a latinha de refrigerante ao lado, queria segurar apenas o livro nas mãos. Sentir o poder, a paz e a magia que tal livro lhe transmitia.

Doze minutos, pensou ele olhando no relógio, ela já está aqui há doze minutos lendo esse livro. Outro freguês se aproximou da barraca, olhou os livros mais novos e foi embora. Menos de dois minutos, calculou mentalmente o vendedor, e essa moça ainda está aqui lendo esse livro...

Passados mais alguns minutos, ela olha para o vendedor e pergunta: "Quanto custa este livro?" e o vendedor responde: "Dezessete reais, mas, para a senhorita eu faço por quinze. Eu percebi seu imenso interesse por ele." "Ah sim, obrigada..." ela pensou em falar, mas preferiu não dizer nada. Aproximou o rosto do livro e o cheirou num suspiro profundo. O vendedor a olhou encantado, ela está cheirando um dos livros mais velhos de minha banca!, pensou ele. Sem perceber que o vendedor estava hipnotizado ao ver tal cena, a moça fecha o livro e o coloca em cima da pilha de onde o retirou. O vendedor, hipnotizado, somente a observa, enquanto ela se afasta por entre as arvores da praça.

E ela deixou ali sua Coca Cola...

15 comentários ébrios:

SO.L. disse...

Oh!
Coca-cola no lugar do sapatinho de cristal?

he!

Drikah ;] disse...

Pfff...

Menos disse...

Vai rolar briga gentemmmm.

Em outras palavras, Drika quer bater na N'.

Yayz.

Marconi disse...

Arruma a piscina de gel...

\o/\o/\o/\o/

Drikah ;] disse...

Não acredito! Vocês se lembram da piscina de gel!

mlnçvlbmnçlvmbnlçmvbçlnmçvblm

Beijo, gurizes

Marconi disse...

Acho que o Menos não foi nesse orkontro, mas como eu esqueceria??

hsuahsuhaussuhaush


Bjo, Drikah

Menos disse...

Não fui convidado, caro M'.

Marconi disse...

Eu ainda estava de muleta aquela época, decidi quase no dia de ir mesmo...

SO.L. disse...

Adriane, eu te amo.

Menos disse...

Adriane, ela te ama ._.

Marconi disse...

Oo

A piscina, rápido...

Drikah ;] disse...

MORRI'

Marconi disse...

Putz, esquece, traz o caixão...

Drikah ;] disse...

OMG, como diria meu caro Menos.

Gente viciada em barraco: ATÓRON :x

Marconi disse...

ATÓRON PERIGON