sábado, 10 de outubro de 2009

Cenas do cotidiano

Fui para a capital do meu estado hoje, nada de mais, volta e meia vou para lá passar o tempo.


Fui atrás de um livro que me recomendaram [O dia do curinga, de Jostein Gaarder], e pretendia ficar na Casa de cultura Mário Quintana lendo após compra-lo. Mas como sempre atualmente quando posso, durmi mais que a cama, e acabei indo apenas a tarde Porto Alegre, e consequentemente, encontrei minhas livrarias e sebos habituais fechados.

Mesmo assim fui a casa de cultura, andei pelas exposições [tinha uma da Elis Regina muito boa], vi umas esculturas em vidro, fui no terraço e fiquei por lá no maior estilo voyer observando os apartamentos do outro lado da rua. Havia casais de velhinhos; gordos olhando tv; um em especial havia uma garota costurando, um homem pintando uma porta [de branco] e uma senhora supervisionando tudo; fiquei por lá algum tempo, chegaram uns outros caras, começaram a se arriar nesse último apartamento, e realmente observar tudo aquilo era engraçado.


Olhei para a rua, vi pessoas, muitas pessoas que não faziam nem idéia de que alguém os observava, até que uma garota, aquelas de cabelo curto [é, aquelas de cabelo curto], aparentemente se sentia observada, olhou para cima e me viu, cruzamos olhares, ela seguia com alguns amigos [acho que para a beira do Guaíba], abanei para ela, ela abanou de volta e sorriu, mandei um beijo, e ela mandou um de volta, andou mais uns passos, cochichou [ou falou, mas na altura em que estava não ouviria de qualquer maneira] com uma amiga ao seu lado, depois me olhou ainda sorrindo, e seguiu o caminho sumindo por baixo das árvores na calçada.


Fiquei mais algum tempo por lá, mas mais nada aconteceu, decidi ir embora, passei pela praça da alfândega [o local da feira do livro, onde acontecerá o nosso encontro {a foto}, não esqueçam], segui o caminho até parte de trás do mercado público, havia um homem cantando música góspel [que por sinal eu conhecia, digo, a música], fui até o metro, o trem já tava parado lá, e pela ordem natural das coisas, fiquei de pé.


Depois, já aqui na minha cidade, fui pra casa de ônibus e ao descer quando fui puxar aquelas cordinhas pra dar o sinal pro motorista parar o sinal tocou um instante antes, olhei para a saída e havia uma garota de cabelo curto, porém dessa vez daqueles bem loiros, fui até lá para descer, era aqueles ônibus que a porta de saída é larga, e cabem duas pessoas, fiquei ao seu lado e notei: ambos de all star, jeans, e camiseta preta básica, simples assim. Descemos, cada um foi para um lado, fui para casa.


Dia solitário, mas engraçado e completo, e no final das contas, fiquei pensando na garota de cabelos compridos...

10 comentários ébrios:

Menos disse...

PEGA ESSA GAROTAMMM

Marconi disse...

Sou de uma velha casta, que já nem sei se existe mais.

Para mim mulher não se pega, se conquista, se eterniza.

SO.L. disse...

É um cavalheiro, esse Marconi.

-Amor, abre a porta pra mim, por favor? - diz a moça cheia das sacolas

- Ficou aleijada, lazarenta? - e lhe desce o "pedala robinho" na nuca branca desavisada.

Marconi disse...

sahsaushauhsahs

Isso podia até acontecer, caso eu esperasse ela pedir pra mim abrir a porta.

Oo
A Nay não me conhece mesmo.

Drikah ;] disse...

Posha, meu findi foi sinistro.
Comi 'que nem' uma vaca.

[isso realmente importa pra vocês?]

ok, vou me calar.


Alguém quer café?

Marconi disse...

Eu quero.

Alguém quer me ouvir tocar violino?

Menos disse...

Não disse pra tu pegar a garota, disse pra garota pegar essa, oras. Cavalheirão :B

Menos disse...

Drikah roubou meu "posha".

E sim Drikah, passado forte, com uma colher e meia de açúcar, das médias :D

Meu findi foi bacananinha até, se alguém liga.

Marconi disse...

Faltou a virgula então...

PEGA ESSA, GAROTAMMM

bushaushaushaushauhs

Menos disse...

Eu aboli a pontuação ali, oras jsaoisajroirjsajsarosar

Marc.