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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que já morreu não pode ser morto

Então é madrugada novamente, sem café. Entretanto há Vivaldi.
Há também grandes problemas com pessoas ao redor, sempre há.
E há lembranças. Das boas, das neutras, das arrasadoras... pois não há lembrança que seja ruim de verdade.
Há aquela boa lembrança de quando um dia um venerável mestre me ensinou que meus olhos podiam mostrar bem mais do que a mascará que eu pousava sobre eles, quando se olha com atenção.
Passa de relance aquela fagulha neutra de memória de pessoas que se autodestruíam enquanto eu, mas não apenas eu, lhes estendia a mão. De alguma forma é sempre tarde demais para elas.
E então, dançando ao ritmo da melodia ela vem, linda, magnífica, fazendo tremer a mais prepotente das mentes. Ela vem e entre um sorriso luminoso me pergunta como tenho passado.

Os olhos se fecham na esperança fútil de tudo acabar. Um dia funcionou, ou quase isso.
Mas ela cobra sacrifícios, desde que nasceu [sob outras músicas não tão belas], e veio cobrá-los novamente.
E então algo queimou.
Não queimou forte, não criou muita luz, fraquejou e quase sumiu.
E em cada lado do par de olhos que se fechou, um se abriu. Desumanos, cansados, furiosos e famintos.
Olham entre si, esperando.
E os primeiros olhos se abrem, ainda humanos, como um pedido de desculpas.
Ela sussurra que já era tarde. Passa o olhar para os outros olhos, vê o brilho deles, sente o calor ainda fraco que emana deles e some.
E do eco da escuridão ela canta a sua própria melodia, como lembrança e aviso, que aquela sombra a ela pertence.

E um corpo prestes a cair é levantado por seus próprios demônios, e seus rosnados perduram através da eternidade no florescer de uma nova rosa.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Quando a arte existe apenas pela arte

Ele adentrou o pub, cumprimentou com acenos da cabeça alguns conhecidos e foi para o seu local de costume.
Era uma mesa em um dos cantos do pub, meio escondido, mas havia uma pequena janela ali. Era uma janela estreita, e mesmo ela parecia se esconder na parede, porém garantia uma boa visão do mundo lá fora.
Sentou-se ali apenas pelo simples prazer que aquele canto o trazia. Podia sentar-se com alguns conhecidos, poderia ter trazido alguns amigos, até mesmo alguns inimigos. Nunca se deve esquecer da importância de se manter inimigos. Entretanto, aquele lugar possuía alguma magia, ou pelo menos ele acreditava nisso.

Com um sinal pediu um café irlandês ao rapaz atrás do balcão. O café vinha em uma caneca alta, e o tempo estava frio. Perfeito, você poderia pensar, caso goste deste tipo de local e de bebida.
Largou uma folha em branco sobre a mesa e uma caneta. Ali, naquele local, a inspiração fluía facilmente.
Olhou para as nuvens, pela janela estreita, e lembrou do feixe. Pensou consigo mesmo se haveriam feixes verdadeiros em algum lugar nesse mundo, ou nesse quando.

Ficou lá durante meia hora, viu muito acontecer, fez algumas notas, mas nenhuma história realmente surgiu.
Pediu um outro café, preto, antes de partir.
Bebeu e olhou para o mundo ali dentro.
Dois casais, dois grupos de amigos, um rapaz aparentemente esperando alguém e uma moça bêbada saindo do  banheiro aos tropeços.
Qualquer coisa ali daria uma boa história.

O que lhe veio não foi uma inspiração. Talvez possa chamar de epifania. Mas o mais correto seria uma memória já desgastada.
Pegou a folha, aquela com as notas, e a rasgou.
- Agora morreu.
Pegou duas folhas em branco e as rasgou também. E então murmurou.
- Pois haverá vida após a morte? São papel, estão mortos. Mas com vocês crio vidas de mentira. E as rasgo, as mato. Agora lhes dou vida novamente.
Após esse pequeno rito começou a moldar os pequenos pedaços de papel. Não os havia rasgado de forma consciente, mas sabia que estavam rasgados da forma correta. Era o destino... bem, ele acreditava nisso ao menos.

Com os dois pedaços de uma folha em branco, fez dois gatos de origami. Com os da outra folha, uma rosa. Com os pedaços cheios de notas, várias estrelas.

Bebeu todo o café preto, levantou-se. Quando passou pela mesa do rapaz que esperava alguém, lhe jogou a rosa.
- Dê a ela.
Continuou em frente, sequer olhando a reação do rapaz. Ao se aproximar da moça bêbada ela quase caiu, ele a ajudou a se equilibrar e lhe deu os dois gatos. Ela olhou o presente e levantou o olhar para ele que ainda a fitava.
Então ela correu para a mesma mesa aonde ele estava a poucos momentos e começou a chorar. Ele mandou que lhe servissem um café e continuou a caminhar.
À um dos grupos de amigos ele jogou as estrelas. Todas repletas de histórias. Algumas incompletas, mas às vezes é o fato da história ser incompleta que a deixa cativante.

Pagou sua conta e saiu para o frio da noite. Olhou para as nuvens, agora jé em um céu iluminado apenas pela luz refletida na lua, e lá estava ele. O feixe não dorme. Caso ele exista, é claro.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Conversas em um Pub qualquer

- Deus me salvou ontem cara, desci do ônibus e logo depois ele foi assaltado.
- Sério que deus fez isso cara?
- Claro que sim, faço minhas obrigações na igreja toda a semana, pago o dízimo. É obrigação dEle me ajudar, está escrito.
- Ô Furlan, alcança um guardanapo aí.
- IIhh, to vendo que isso vai dar merda, toma aí.
[rabisca, rabisca]
- Lê aí.
- "Eu sou um idiota por acreditar em deus." Rá, rá. Vamos ver isso na hora do juízo final.
- Sim, sim, claro. Mas me di uma coisa, por que teu deus não salvou aquelas outras pessoas no ôibus do assalto?
- Não sei, os caminhos de Deus não são do nosso conhecimento.
- Bosta, é isso que eu digo. Deus não existe.
- Deus é a cura para nossos males!
- Oras, para isso basta ir ao médico. A Ciência é a cura.
- A ciência tenta imitar Deus.
- A Ciência é deus!
- Ah é, é? Se a tua ciência é tão poderosa, por que não te fez com uma cara mais bonita?
- Ah, vai pro inferno!
- Inferno? Que inferno? Existe inferno na ciência?
- Tu sabe bem que isso é só uma forma de expressão. E aliás, tu acredita em inferno, então pra ti vale.
- Garotos, garotos, não briguem.
- E tu Furlan, acredita em qual deus?
- Eu? Nenhum não.
- Ah rá. Viu, mais um ateu.
- Não sou ateu.
- Como não é ateu e não acredita em Deus?
- Não sendo, oras.
- Explique.
- Devolve o guardanapo.
[rabisca, rabisca]
- Não falo mais sobre isso.
- "A fé, seja em Deus ou nos homens, quando absoluta é idiota e ilógica. Por que se firmar em certezas quando a beleza da dúvida paira no ar?"
Olham-se enquanto Furlan pisca e sorri para uma moça passando próxima de sua mesa.
- Viu a nova do PT?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tava faltando um besteirol por aqui

Certa vez, a pouco tempo atrás, fui na Embaixada do Rock com o Frodo.

Mais tarde, uma das pessoas que conheci lá me disse que depois de lá o grupo de amigos que a gente conheceu ficou falando de como foi a noite.

Essa pessoa, a Gi, falou que achou que eu tinha olhos verdes, e durante a noite tinha dito: "E ainda por cima ele tem olhos verdes."

Eu não tenho olhos verdes. São castanhos. E achei isso um exagero.

Mas hoje arrumei a barba, lavei o cabelo, botei uma roupa decente, e olhei no espelho e:

"É, seria muita sacanagem com os outros se eu tivesse olhos verdes."


[E daí que eu me achei demais? Tava gatinho mesmo.]
shuahsuahsuashuashuashuashaushasuh

domingo, 13 de junho de 2010

Tarot - [OFF Topic]

Quem me conhece sabe que eu comecei a ler tarot.
Por curiosidade, passei na frente de uma loja em que havia um baralho de tarot na vitrine. Entrei e comprei.
Veio com um manual, o significado básico das cartas, como jogar, etc. São 78 cartas, então ainda uso o manual por não ter decorado o significado de todas ainda.

O que me espantou nisso foi que até agora não deu erro nos jogos. Claro, é impossível alguns generalismos, e levar a interpretação para um certo lado. Mas acontece que até agora, se uma pessoa é assim, e não assado, é exatamente isso que aparece.

Outra coisa, tarot não lê o futuro, ele apresenta as possibilidades com as maiores possibilidades de acontecer, de acordo com a tua personalidade.
Verdade, mentira, invenção, magia?
Sei lá, seja por uma força maior ou pura coincidência, até hoje nunca errou.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Remaura-te, ou viva

Era madrugada de 31 de dezembro, Pietro estava acordado. Estava sem café já fazia alguns dias, afinal, a maldita cafeteira estragou novamente.
Ele lia, ouvia e via. Lia Jabor [o Arnaldo]. Ouvia Cunha [o Éverton]. E via Casanova [o de Fellini]. Tudo o fazia pensar o que não era, onde não estava, a época a qual não pertencia. Assim como foi todo o ano que se passara, algo havia se perdido em um passado não tão distante, que mesmo ainda sendo o mesmo, já não o era. O mundo colorido, por opção era cinza, e por algo ainda inexplicável, estava preto e branco.
Não, não são as infinitas possibilidades existentes entre essas duas cores [ou não cores] que lhe tingiam a vista, era apenas o vazio e o cheio, o tudo e o nada, o mais escuro preto, e o mais cintilante branco.
E era pior do que a morte.
Subitamente, pois diferente não poderia ser, aconteceu. A Epifania. Pietro, este Pietro, estava acostumado com epifanias, elas faziam parte da sua vida desde sempre. Mas esta, era estranha, tudo pareceu se encaixar, o universo fazia sentido. As linhas, os sons, as imagens, tudo isso fazia um ballet de significados tão presentes e tão distintos que nada estava acima ou abaixo deles.
Foi sensação mais maravilhosa do mundo, sublime, egocêntrica, megalomaniaca, simples e bela.
Foi ao jardim, olhou as estrelas, pensou:
"Que grande merda, já foi tarde sua porcaria de ano. Boa noite estrelas, adorei sua companhia."
E voltou a ler Jabor, ouvir Cunha e ver Casanova, e tudo agora fazia sentido.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O violinista

Lá foi ele com seu violino pelo metrô.
As pessoas o observavam, preconceituosas, mas não discriminadamente. Simplismente não estavam acostumadas a ver alguém com um violino, mesmo que dentro da caixa, cabelo presos de uma maneira que ficavam ainda soltos, calça jeans, camiseta básica, suspensórios.

Desceu na estação Mercado, e então dirigiu-se até a Casa de Cultura. Cumprimentou alguns
rostos conhecidos pelo caminho.
Aquele não era um bom dia, nem aquela semana, ou aquele mês, no seu pensamento, ele não
conseguia se lembrar da última vez em que realmente tivesse se sentido verdadeiramente livre daquela melancolia que lhe cobria o coração.

Chegou ao local, passou os olhos pela cinemateca. Lá viu, ela estava lá, uma velha e boa amiga, já haviam tido até um caso por algum tempo, mas a familía atrapalhou e muito mais do que devia, ambos sabiam que foi melhor naquele momento manter apenas a amizade. Ela não o viu naquele momento.

Subiu até uma das passagens entre os dois prédios da Casa de Cultura. Retirou o violino da caixa, afinou suas cordas, lentamente e apreciando o momento, deslizou o breu pelo arco. Fez alguns acordes iniciais e então começou a tocar.

Era uma música lúguebre, soturna, mórbida, porém lindamente composta, parecia que até
mesmo o ar parava e se tornava mais pesado diante de tal maravilha. Até mesmo os pássaros pararam o seu canto. Em algum lugar, uma lágrima rolou.
O seu corpo acompanhava a música, movendo-se lentamente, porém combinando com o ritmo por ele mesmo produzido. Olhos fechados, a atenção e o sentimento voltados apenas para o instrumento.

Ele abre os olhos, ela está lá, na sua frente.
Surpreendeu-se, mas não parou a música, que fora tornando-se mais suave, ela sorri, ele a
acompanha. Ele fecha os olhos novamente, ainda sorrindo.
A música transforma-se radical e brandamente, o tétrico soneto se tornava em um encantador minueto. A atmosfera ao seu redor acompanhou a mudança, o ar, os pássaros, parecia haver tudo ganhado vida devido ao simples sonido vindo do intrumento. Em algum lugar, um sorriso se abriu
e um olhar fitou o céu.

Ficou assim por algum tempo, depois parou. E então ficaram os dois, ali, durante uma breve
eternidade, falando sobre a vida.
Ele foi embora, naquelas viagens bem chatas de volta. Mas sorria, e para
seu próprio espanto, sorria sinceramente.

domingo, 15 de novembro de 2009

Solidão

Certo, agora, ignoro o orkut, ignoro o twitter, ignoro o WLM (velho MSN). Apenas uma boa música nos fones. Vamos ao post.


"A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto de mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é o que se recusa ás verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."
[Vinícius de Moraes]

Esse texto, cortesia do perfil do Frodo, me fez considerar estar utilizando esse termo "Solidão" equivocadamente.
Claro, o que o Vinívius disse não é uma verdade universal, nem deve ser considerada assim, mas gostei da sua conceituação.

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Olhou ele para aquele manto sombrio que se aproximava, não piscou, mal respirou. Nada havia em seu interior que pudesse ser visto. Ele perguntou:
- Quem é você?
Do manto saiu um som, quase um murmúrio, mas claro em seu contexto.
- Sou seu amigo, o único em que confia totalmente. Não se recordas de mim?
Ele pensou em todos os seus amigos, conhecidos, mas nao encontrou nenhum em suas memórias em que realmente confiasse. Então disse-lhe:
- Ainda não sei quem és.
- Sou seu amor, sua amante, a única a quem se entregou totalmente. Não lembras?
Novamente vasculhou suas memórias, mas não, não havia ninguém importante assim na sua vida.
- Não, ainda não de você.
- Sou quem fez suas mãos tremerem, sua pele arrepiar, sua fúria revelar-se, seu grito ser ouvido.
Ele ficava cada vez mais perdido. Abaixou a cabeça mostrando-se pensativo, e ao fazer isso notou o manto aproximar-se e aparentemente aumentar de tamanho.
- Tolo. Não reconheces sua própria alma. Tão preocupado que estava consigo mesmo durante sua vida que esqueceu-se de mim. EU, que tanto lhe fiz sentir, que tanto lhe aconselhei, mas tu me ignoravas sempre. Tanto o fez que assim fiquei, vazia, um reles trapo ao vento. E agora, nada mais pode fazer, sua vida se foi, os amigos em que nunca confiou, os amores que nunca amou, os sentimentos que nunca experimentou, estão todos perdidos para todo o sempre para você. E eu que deles sou feita, de mim nada mais resta, eu que devia ser sua companhia pela eternidade, seu porto seguro na vida eterna, agora é o fim...
Ao dizer isso o manto voou, mas simplismente por causa do vento momentâneo que passou pelo local, caindo logo a frente ao chão.
Ele nada falou, olhou ao redor, estava em uma bifurcação, em uma estrada de chão batido, sem placas, um dos caminhos levava ao sol nascente, o outro à lua que se punha.
Sentiu um calafrio, e uma leve brisa soprou sobre ele, fazendo o manto ao chão mover-se um pouco.
Andou, pegou o manto, vestiu-o.
Virou-se, e caminhou pelo caminho de volta, deixando a bifurcação para trás.
Acordou sentado no chão, encostado na parede do banheiro. Olhou para a pia onde estavam os frascos dos remédios. Depois de conseguir levantar-se, pegou a carta de despedida que havia escrito e queimo-a.
- Não vai acabar assim.
Foi ao quarto, olhou-se no espelho.
- Malditas alucinações.
Pegou a arma na gaveta, apontou para sua cabeça, sentiu o frio do metal.

Olhou em volta, havia uma bifurcação, e um abismo às suas costas.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Libra... vou ou não vou...?

Libra é considerado o signo da justiça.
Da beleza.
Da arte.
Da música.
Enfim, uma viadagem só.

O que dá mais raiva neste signo é que o seu planeta regente é Vênus, o planeta do amor, que também rege touro. Por isto é tão fácil encontrar pessoas lindas de touro e libra.

E libra persegue a beleza. O libriano pode morar debaixo da ponte, mas no cantinho vai ter um vidro de desodorante cheio de água com uma margarida, só para ele ter algo belo para olhar ao acordar.

É muito comum gente de libra cair nas garras de periguetes lindas e gigolôs irresistíveis, porque ficam atrás do que é belo e se outras pessoas também acham belo, piorou. É aquele típico rapaz que tem uma namorada bonita e a leva até no futebol, só para mostra la aos outros.

Libra também tem uma mania chata de seduzir Deus e o mundo e depois não sabe o que fazer com a vítima, então é muito comum que tenha muitos relacionamentos ao mesmo tempo, até que uma das vítimas perde a paciência e lhe mete a mão na cara(geralmente uma ariana ou leonina ensandecidas).

E Fica horas, numa mesma questão:
'Mas se formos ao motel, não acordaremos cedo para comer o pastel da feira...'
'Mas se acordarmos cedo para comer o pastel , não iremos ao motel, e acho que precisamos transar...'
'Mas também se formos a feira, não sei se é legal, porque você está de regime'...
'Mas também no motel tem tv, então poderíamos ver o Supercine'....
Mas também...
E segue a chatice que dá nos nervos.

E quando libra se decide, afe, dá-lhe romantismo melado.
No meio do sexo, o libriano quer parar e olhar nos seus olhos e inventa de acariciar seu corpo com uma rosa.
No meio de um jogo de baralho ele quer que você pare, porque a lua tá linda.
No final da novela, ele resolve dizer que te ama.
Coragem!!!

É muito comum librianos casarem se muito cedo, porque acharam que aquele amor em cima de uma roda gigante era para sempre. É normal que casem se várias vezes. É bom que fiquem ricos, porque terão muitas pensões para pagar.

Já a mulher libriana mesmo pobre estará envolvida com beleza, ou justiça. Será a vendedora de cosméticos, de lingerie, de bijouteria, ou de tudo isto. Será advogada ou cobradora do Serasa, ou cantora de cabaré, churrascaria, buffet infantil ou até de sucesso.

Mas serão charmosas, rômanticas e tem que tomar cuidado com rostinhos lindos, porque são o seu ponto fraco. Academias de ginástica também são a sua praia.

Aviso de amigo:Cuidado com pessoas de touro com ascendente em libra. Vão te fazer pastar muito. Evite.

E não se espante se a pessoa de libra te pedir um 'tempo' de manha e a noite disser: 'Eu te amo'.
Eles mudam de idéia assim como eu mudo de cueca.
E são so que mais demoram para terminar um namoro.
chatooooooooooooooo.

Infelizmente é o meu ascendente.Rsrsrsrsrsrsrrsrsrsrs.

Bofes: Sting, Eminem, Ralph Lauren, John Lennon, Bruce Springsteen, Michael Douglas, Pele(é minha filha ou não é?), Pavarotti.
Periguetes de libra: Gwyneth Paltrow, Catherina Zeta Jones, Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, Rita Hayworth, Gwen Stefani, Donna Karan, Monica Belucci e aquela bonitona que fez seu irmão largar familia e filhos e fugir para o interior.

By Christian Pior.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O verdadeiro final de "O cego e o publicitário"

Em uma praça de Paris, havia um indigente cujo a placa que segurava dizia “sou cego. Por favor, me ajude”. Seus dias não rendiam mais do que alguns francos [sim, essa história é antiga]. Certo dia, passava por aquela praça um publicitário, ele parou, observou aquele cego por algum tempo e resolveu se aproximar.

- Senhor, se importa de eu reescrever a sua frase? perguntou ele.
- Pode ir em frente, respondeu o cego.

Alguns dias depois, o publicitário voltou àquela praça e ficou contente de ver o chapéu do cego mais farto de moedas e cédulas, ele se aproximou e o cego perguntou:

- Oi, por acaso você é o homem que reescreveu a minha frase?
- Sim, respondeu o publicitário.
- Muito obrigado! Mas, por favor, me diga o que está escrito.
- “É primavera e eu não posso ver”.
- Entendo...

O cego parou por um instante, com o cenho fechado, aspecto pensativo. Depois falou.

- O senhor poderia mudar o que escreveu?
- O que? Mas por que? O senhor está ganhando muito mais do que antes.

O cego sorriu, e depois respondeu docemente.

- Meu caro jovem, meus olhos não me permitem ver a primavera, mas eu a sinto, sinto no aroma das flores que paira pelo ar, sinto na alegria que emana das pessoas, nos sussurros dos enamorados, na brisa e no calor do sol que tocam o meu rosto. Talvez eu sinta melhor a primavera do que muitos que podem vê-la.

O publicitário pensou nisso, e viu como era verdade, ele mesmo nunca havia reparado em tais belezas ocultas em um dia primaveril. Decidiu mudar a frase do velho cego.

- Muito bem, endendo o que disse, mas o que quer que eu escreva?
- Apenas diga, "Sua ajuda não me fará ver novamente, mas fará meu coração sorrir."

Ele escreveu essa frase, depois levantou-se e ao sair colocou alguns trocados no chapéu, e foi embora sorrindo, com a brisa e o sol em seu rosto...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Coca Cola:

Aconteceu numa tarde cinzenta, quando o mundo e as pessoas não tem cor. Tomando sua Coca Cola, depois de ter saído da biblioteca, com muitos livros em baixo do braço esquerdo. Andava distraída pela rua, de vitrine em vitrine, olhando de pessoa a pessoa, sem poder controlar sua mania de olhar para o céu e observar as nuvens. Atravessou a rua e foi ver as barraquinhas de produtos populares instaladas na praça. A praça era bonita, dessas cheias de árvores e bancos, onde passarinhos e crianças disputavam espaço. As barraquinhas ficavam no meio da praça, fazendo um círculo em torno do grande monumento à alguma coisa que ali se erguia.

Parou em frente a barraca de livros. Ela realmente amava livros. Observou alguns livros de capas novas que estavam mais a frente, mas logo perdeu seu interesse por eles ao ver livros mais antigos um pouco atrás. Ao ver que ela voltara sua atenção aos livros antigos, o dono da barraquinha se aproximou e ficou a observando. Educadamente, ela disse que estava apenas olhando. Cordialmente, com um sorriso e um aceno de cabeça, assentiu e disse que ficasse a vontade. Ela estava a vontade, sem dúvida alguma, em meio aos livros que tanto ama.

Puxou, então, um livro mais de baixo. O livro tinha uma capa preta, com uma caveira desengonçada desenhada e algumas espadas próximas a seu abdômem. Ela abriu o livro. O vendedor olhou seriamente para a moça, num misto de curiosidade e apreensão. Ninguem encosta nesse livro há meses, senão eu, quando ajeito os livros em pilhas em cima desta bancada, pensou ele. O rosto da moça se iluminava ao ler o conteúdo de uma página, escolhida ao acaso. Ela vai levar este livro, pensou ele. Ela largou a latinha de refrigerante ao lado, queria segurar apenas o livro nas mãos. Sentir o poder, a paz e a magia que tal livro lhe transmitia.

Doze minutos, pensou ele olhando no relógio, ela já está aqui há doze minutos lendo esse livro. Outro freguês se aproximou da barraca, olhou os livros mais novos e foi embora. Menos de dois minutos, calculou mentalmente o vendedor, e essa moça ainda está aqui lendo esse livro...

Passados mais alguns minutos, ela olha para o vendedor e pergunta: "Quanto custa este livro?" e o vendedor responde: "Dezessete reais, mas, para a senhorita eu faço por quinze. Eu percebi seu imenso interesse por ele." "Ah sim, obrigada..." ela pensou em falar, mas preferiu não dizer nada. Aproximou o rosto do livro e o cheirou num suspiro profundo. O vendedor a olhou encantado, ela está cheirando um dos livros mais velhos de minha banca!, pensou ele. Sem perceber que o vendedor estava hipnotizado ao ver tal cena, a moça fecha o livro e o coloca em cima da pilha de onde o retirou. O vendedor, hipnotizado, somente a observa, enquanto ela se afasta por entre as arvores da praça.

E ela deixou ali sua Coca Cola...

sábado, 6 de junho de 2009

Fábulas para ler [ounão] para seus filhos:

Eu ouvia histórinhas no meu jardim de infância. Pra que elas serviam? Sinceramente, não sei! Mas eram bonitinhas, pena que sempre tinham um final feliz. Eu vou acabar com isso hoje.

"Era uma vez uma princesa que vivia solitária num castelo alto lá na Conchinchina..."
ou: "Reza a lenda que um dia duas vaquinhas pastavam saltitantes pelos campos da Índia..."

Chega de mentir pra nossas crianças! Na boa, essas fábulas eram engraçadas na época que eu acreditava em Papai Noel, eram bonitinhas no tempo que eu chorava vendo o fim do Titanic, mas agora, não passam de mentiras! Eu não gosto de mentiras! Não é legal contar essas mentirinhas pras crianças... Não enganem seus filhos com histórias fofas e comoventes, contem a realidade para eles...

Eu e meu professor de química reescrevemos três das mais famosas histórias infantis, e vou contá-las aqui, como elas realmente aconteceram. Sem rodeios e sem mentiras. Não mintam aos seus filhos!

Os três porquinhos: A história verdadeira diz que os três porquinhos eram três irmãos, que saíram da casa de sua mãe para adquirir mais responsabilidade longe da barra da saia da mamãe porca. Então constroem suas casas, mas como tem preguiça, fazem casas ruins. Um belo dia, um lobo tenta comer os porquinhos, e derruba casa por casa para conseguir pegar algum porco... Ah, vamos lá, quem não conhece a história? A nossa versão, a verdadeira mostra a família dos porquinhos do jeito que ela é:
Versão verdadeira: A família dos porquinhos é uma importante família pertencente à máfia italiana. O lobo mau era um agente do FBI, que não prende os três porquinhos pois não resiste à oferta da mamãe porca, e se corrompe pro lado da máfia italiana. Noites mais tarde, ele é encontrado morto. Suspeita-se que ele tenha sido morto como queima de arquivo, a autópsia revelou que ele havia comido macarrão envenenado...



A Branca de neve e os sete anões: A história contada para as crianças é muito distorcida. Havia uma moça branquinha como a neve, e sete anões que viviam com a moça. Depois de certo tempo aparece uma bruxa, e no final do livro, u príncipe encantado, como sempre. Nem vou perder meu tempo contando ela a vocês, pois nossos queridos e inteligentes leitores devem conhecer muito bem essa história. Vamos diretamente aos fatos! A história como aconteceu e deveria ser contada...
Versão verdadeira bagaceira: Dizem as más linguas do salão de beleza daquele bosque, que a Branca de Neve só estava com o Dunga pelo tamanho dos seus "documentos" [se é que vocês me entendem]. A bruxa malvada, com inveja da Branca de Neve, mandou sequestrar ela para que ela pudesse ficar a "sós" com o Dunga, pra ver se ele era realmente tudo aquilo que ela contava pras manicures. Então, a bruxa prepara uma maçã com um certo "remedinho" para dar ao Dunga, pra caso não fosse "tudo aquilo", pelo menos ela não ia perder a noite. Só que quem pega a maçã é a Branca de Neve, que dá uma mordida na maçã e sai doidona dali correndo pra achar o Dunga. Porém, no meio da história chega o príncipe, que encontra a Branca de Neve naquele estado e dá uma comparecida [se é que vocês me entendem] pra socorrer a moça, coitada. A bruxa, acaba sem ninguém, e sem verificar os documentos do Dunga, que agora faz triângulo amoroso com a Branca de Neve e o príncipe.


Chapéuzinho Vermelho: Essa é a história mais manjada de todas, aquela que a menininha do capuz vermelho sai de casa para levar doces para a vovó doente, mas vai pelo caminho mais perigoso e encontra o lobo mau no caminho... Essa mesmo. Então, vou passar diretamente pra hstória verdadeira, como realemente aconteceu, pois parece uma novela mexicana...
Versão verdadeira [novela mexicana]: Chapéuzinho vermelho saiu de casa e foi para a casa da sua avó, não para lhe levar doces, mas para executar seu plano friamente calculado feito por ela e seu amante. Sem querer, ela encontra o lobo mau pelo caminho [ele que é amante da vovózinha]. O lobo mau suspeita dos terriveis planos da chapéuzinho vermelho e corre para a casa de sua amante, que já havia fugido, pois não é boba nem nada. Chapéuzinho ao chegar na casa da sua "avózinha" encontra o lobo travestido, e os dois se "acertam" e resolvem matar a vovózinha juntos. Nesse meio tempo, chegam o caçador e a vovózinha, que também tinham um caso e rendem os dois embaixo dos lençóis. O lobo mau mata a chapéuzinho como prova de amor à vovózinha, mas a vovózinha é assassinada pelo caçador. Então, finalmente, o caçador e o lobo mau estão livres para viver seu romance felizes para sempre...

P.S.: Agradeço ao Professor Rodrigo, que me ajudou a escrever essas belas histórias. Sim, agora vejo o resultado das mensalidades pagas nesse colégio...