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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fraquezas

Pode até parecer fraqueza. Preciso dormir.


Preciso esquecer. Pra logo depois me apaixonar de novo. E seguir assim.

Num loop infinito. De paixões, dissabores, amores e desamores.


Sempre lembro. De nós. Pra não esquecer, me machuco a cada noite, rolando na cama.

Sim, eu sei, meu bem. Vamos esquecer, vamos em frente.

Outras e outros virão. Pra nós todos.



Mas eu, eu te amei tanto. Me doei tanto, que preciso de um tempo pra ficar sozinho na minha. Quieto, lambendo minhas feridas.



Sentindo os pingos frios de chuva em mim. Sentindo a dor do vento na pele.


E sinto também, lá longe. Um abraço.


Um cabelo bagunçado jogado no rosto e um perfume de baunilha que dá vontade de morder.

Vou ali, aceitar um abraço e não chorar.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Conto pra vocês

conto (não erótico e mal feito)

eles então se conheceram. eles então se gostaram. eles então foram em frente.

eles então brigaram. sentiram ciúmes. choraram. voltaram.

eles então, conversaram. se beijaram. fizeram planos. fariam filhos.

brigaram de novo, e fizeram as pazes. e descobriam a cada dia que ainda não se conheciam tanto. e sentiram a vontade de saber. e continuaram, como no início, a se descobrir, a se surpreender. ele então foi buscá-la na saída do trabalho.

ela então descobriu um carinho que ele gostava.

ele então viu como ela tinha ciúme. e sorriu com isso. e se sentiu seguro.

e os problemas vieram. como tinham de vir. e eles enfrentaram. e se amaram. e continuaram assim, por que sabiam ambos que nada valeria mais a pena que aquele amor. que nada valeria mais que aquela sensação.

eles sabiam. desde o início. sabiam que não seria fácil. mas eles não precisavam que fosse fácil. eles precisavam que fosse.

e assim foi. Ao menos até terminar o filme.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mulher perfeita

Texto antigo II

Encontrei um texto meu antigo, que faz todo sentido de novo agora.

Deliciem-se.

Não há nada de concreto entre nossos lábios.

Logo tu iria cansar. te conheço. sei como és.

Nós dois temos os mesmos defeitos. e sabemos tudo a nosso respeito.

E eu sei.

Tu te cansaria do modo como ando desleixado no domingo. de como xingo o juiz mesmo quando ele acerta. das mensagens engraçadas que mando pros amigos. da minha barba por fazer. da minha cara de sono. ao sair do cinema.da minha falta de jeito pra dançar.

do meu sorriso confiante pro garçom. da conversa sobre futebol com o guarda.

do modo como consigo amizades em qualquer lugar, sem me importar com o ridículo.

da minha falta de jeito pra falar com a tua mãe, e com o meu pai.

do jeito rápido como tomo banho e deixo a toalha molhada em cima da cama.

tu cansaria.

do meu olhar de cachorro sem dono. da minha depressão involuntária em dias de chuva. do modo como eu não peço informações quando estou perdido.

de como inspeciono o frentista do posto. de como fico bravo quando o Grêmio joga mal.

de todos os lados que tu me olhar, tu vai cansar. eu sei.

está em ti, em nós.

não podemos seguir em frente com esse sonho.

acabou. sonhos á parte, vá em frente.

não se importe comigo. acabou.

Duas certezas: de hoje em diante, só. E da próxima vez, só uísque escocês.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eternidades

Enquanto escrevo, fumo um cigarro, e bebo essa cerveja, o mundo prossegue a girar lá fora. Giros, cantaria o Fito. Ou Hurt, cantaria o Johnny. Vamos então a história.

Ela disse que amava ele. Enquanto gozava no seu ouvido, enquanto ele a penetrava, ela o amava. Até hoje, tem na memória os gemidos dela, os arranhões e os puxões de cabelo.

A primeira vez que uma mulher disse que amava ele, foi durante o sexo. Todas as outras foram assim. Não que tenha sido ruim, os olhos castanhos dela brilhando durante um orgasmo. Winter prossegue no seu solo, e o mundo gira. Foi uma noite quente. Um banho. Um jantar qualquer. Uma bebida qualquer. Ele agora não conseguia se lembrar de antes, tudo era qualquer coisa. Tudo era qualquer lugar. Foi onde se deitaram, nus. Exaustos, mas querendo mais. Olhos brilhavam, a janela aberta deixava entrar a luz dos postes. Estavam sós. Se sentiam completos? Talvez, ele sim. Ela, jamais saberemos. Estavam cansados mas e daí? Tudo que ele queria estava ali, naquele metro e sessenta de puro charme. Naqueles cabelos negros, e naqueles quadris que..., enfim, fiquem a imaginar. Naquela noite, ele havia tocado a eternidade. Naquele instante, ele sabia, o mundo poderia ser dele e ele poderia fazer sonhos valerem a pena. Não são apenas quando ditas que tais três palavras provocam impacto. Quando são demonstradas, mais que ditas. Sexo é bom, mas não é tudo. Naquela noite, ele sabia o que era viver. Ele descobrira a diferença entre viver e existir. Não, jovem leitor, nem falo do sexo com ela, que sempre fora bom. Falo do momento mágico, em que sentiram como se suas almas tivessem se tocado. O encontro entre duas almas abre inúmeros caminhos e o menos provável deles é a decepção.

Amor é um livro, sexo é esporte. Sexo é escolha, amor é sorte. Amor é prosa, sexo é poesia.

Sexo é do bom, amor é do bem.

Amor é um. Sexo é dois. Cry,cry,cry. Hoje é chorar. E seguir em frente. Um homem que toca a eternidade não sabe mais viver a rapidez do tempo. Não consegue, não vê o tempo passar. Faria tudo pra ter aquele momento de eternidade de novo. Mostra que não é uma alma preparada pra tal coisa. Não digo o amor, digo a eternidade. Mas existe algo que ele ainda precisa descobrir sozinho. O amor nos faz eternos. Mesmo que ele tenha amado e não tenha sido correspondido. Ou tenha sido apenas com palavras. Ele amou. Ele é eterno. Mesmo que mude. Mesmo que acabe. (preciso de outra bebida, leitora, acalme-se) (e de um cigarro também).

Naquela noite, ele se sentiu melhor que nunca. Acordou disposto e … bem, ele nunca conseguiria voltar a viver como antes. Pobre diabo, não sabia o que o aguardava. Ela o amara. Ela o dissera. Eles se completavam. “Que nem feijão e arroz”. Enquanto ela sussurava gemidos e palavras de amor no ouvido dele, enquanto ela o mantivera preso em seus braços, o tempo pareceu parar. Ledo engano, era o seu pedacinho de eternidade. Se céu e inferno existem, ele esteve nos dois. E saiu dos dois. Seu lugar não é lá. Ele amou. Ele fora amado. Ela se tornara eterno naquela noite e nada tiraria isso dele. Nada. Ele amou. Ele ama. Contra todas as convenções, contra todo o modo de ser de todos, ele amou. Ele ama. Só não sabe. Precisa descobrir sozinho.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Texto antigo

uma toalha de plástico sobre a mesa. um copo simples, um vinho barato. tinto. essa televisão que passa comerciais insistentemente. o barulho da chuva lá fora. vente. pés gelados. mais um gole de vinho. um longo gole. luzes apagadas, escrevo aproveitando o brilho da tela. em cima da mesa, um telefone que insiste em não tocar. a porta continua fechada, a casa continua vazia. um filme romântico qualquer começa agora. algo sobre desencontros e encontros amorosos. uma música que não sai da cabeça. mais um pouco (pouco) de vinho. não sei se vou reconhecer a letra quando acordar. um vazio familiar me dá a sensação de aperto no peito. as histórias me fazem acreditar que se tiver que ser, será. e com quem tiver que ser. mesmo que demore. Ou não.

droga, manchei o papel de vinho. é que nem sempre será como nos filmes. aliás, raramente será.

o sol me diz que é hora de deitar (trecho ilegível) depois continuo (outro trecho ilegível).

(texto escrito num caderno qualquer em março de 2009, duas semanas depois de tudo acontecer)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Post para meu amigo Mauro

Como vai meu velho camarada? Quanto tempo eu não vejo mais você.



Não acredite em horóscopo chinês, são só frases soltas.


Era só uma brincadeira, amigo. não fique triste se eu te trollei.

E encontrei ontem uma menina de cabelos curtos, amigo, lembrei de ti. Como se tu precisasse de ajuda com isso.


Assim, meu caro, há tempos não nos vemos e nem nos falamos. Nos distanciamos desde que fui pro Uruguay, ó vida.

E precisava te contar, meu velho... acho que estou na dúvida de novo. na mesma e velha boa dúvida. Coisas que não posso postar aqui, mas que trataremos logo, se o universo assim nos permitir.

E esperamos que o horóscopo chinês que leste pra mim naquela tarde, via msn se concretize no ano que vem. Estou mesmo precisando ser feliz.


Como se ninguém precisasse, não é?

Um forte abraço, meu velho amigo. saudades.










(sinceramente? tem que ser muito macho pra fazer um post desses)

sábado, 27 de novembro de 2010

Escolhas

cada escolha uma renuncia.uma certeza. cada escolha,é um fato, o aconchego de uma dor. cada amor, uma dor. cada dor uma cicatriz e cada cicatriz,uma história.


As coisas que eu te disse ontem valem só até a meia-noite, portanto pense bem meu bem, antes de tirar a roupa. Cada vez que fazemos uma escolha, e a vida é feita delas, nós machucamos alguém. E é sempre a pessoa errada. foda-se. meu egoísmo me mata. meu egoísmo me fere. mas é melhor assim. melhor sofrer pelo meu do que pelo egoísmo alheio.

Rebeca manda beijos

domingo, 24 de outubro de 2010

Acordo



numa cama estranha.se bem que desde que tudo aconteceu, todas as cama me parecem estranhas.

olho em volta, um quarto feminino. barulho de chuveiro.

sento na cama e penso como fui parar ali.

ela entra. me olha, me beija e me dá bom dia. não acho de bom tom perguntar o nome dela ou como eu fui parar ali.

apenas pergunto se ela dormiu bem. ela responde que nos poucos momentos que a deixei dormir, sim.
dou um sorriso. pareço cansado. afinal as memórias da noite vem vindo aos poucos.

lembro. um táxi. um prédio azul. certo.

vejamos, enquanto tomo um banho lembro do bar. o mesmo de sempre. e ela se apresenta e pede pra sentar. okay.


mas qual o nome dela, carácoles? e o que fizemos que ela está assobiando na cozinha?
como alguém acorda com tanto bom humor? enfim, não lembro.

a mão dela no meu corpo me lembra que já acordei, preciso sair do chuveiro. tomamos café e saímos.
domingo. passeamos, vamos até um cinema, conversamos sobre tudo, parece até que namoramos há tempos.

depois do cinema, me despeço dela após ela anotar o meu telefone.
me diz que vai ligar. já ouvi isso antes. e já disse isso antes. não espero muito pra não me decepcionar.


vou pra casa. tomo outro banho e peço uma pizza.

ao sentar com uma cerveja no sofá,no fim do dia, me dou conta que ainda não sei o nome dela.

e nem o que fizemos.céus.


qual o teu nome, garota?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bar

Num bar. Sentado,uma garrafa úmida na frente. Cerveja. Um copo, pela metade. (metade cheio ou metade vazio?)


Lentamente, balançando a cabeça ao som do blues que toca ao fundo (uma banda ensaia sem saber) , ele retira o rótulo da cerveja. Polar. Ele retira o rótulo pois não pode retirar a roupa de um morena. Uma certa morena, aquela mesma.


Ele dá um sorriso triste (pode? pode, claro) e suspira. O suspiro é a marca do abandonado. E nesse caso, ele foi abandonado por si mesmo.

Cansou de lutar. E de tentar. A distância e a frieza impedem. Outros diriam que foi medo. Outros, a fatalidade. Ou a vida ,essa imensa sacana.

Num bar. Sentado sozinho. O blues continua e então tocam aquela canção. A canção que embalou algumas noites deles. Algumas noites em que ele ficou sonhando com ela e algumas noites em que ele ficou, como hoje, chorando por ela.


"Como, como algo assim pode doer tanto?"


Uma inquietação. A banda parou de ensaiar. O guitarrista passa e acena com a cabeça.



ele continua. Sem saber. Sem pensar. Só pensa nela,nela,nela.

E naqueles cabelos. E naquela marca de nascença no ombro direito. E no modo como ela parecia olhar pra ele, quando ele teimava algo. Havia amor naquele olhar.

E então o garçom troca a garrafa.

Dá um sorriso fraco ao ser pego por uma lembrança. A força que fazemos pra esquecer é proporcional á força com que as lembranças voltam.

Ele retira o rótulo de novo. É como se recomeçasse a acariciar ela. lembra até do modo como ela se espreguiçava de manhã, quando tocava no pé dele, uns dois minutos antes do despertador tocar.

Outro soriso fraco. (tá ficando repetitivo, mas toda dor de cotovelo é assim)

Sensação de nada. De não poder fazer nada. De nunca mais amar ninguém sem lembrar dela.


De nunca mais olhar pra uma margarida sem lembrar dela.

De nunca mais esquecer dela.

Mas ele vai. Assim que ele voltar do banheiro, vocês podem perceber.

Algo se ajeitou dentro dele. Algo se depositou no fundo.

E apesar de ele ainda suspirar, e relembrar (ele vai continuar relembrando e suspirando durante muito tempo) ele vai continuar.

É o único modo. Não há outro jeito. Mesmo a ideia que passou antes pela cabeça dele, aquela ideia de dizer "adeus mundo cruel" mesmo essa está dentro do único modo de seguir adiante.


Diga a verdade doa a quem doer.

Outro suspiro, outra garafa, outro blues.

E seguirá assim.

Vai doer? Vai. Está doendo? Está. É assim que tem que ser.
É assim que somos e sempre seremos.


Outra garrafa,outro suspiro. Assim.

E lave as mãos, agradeça ao garçom, chore em casa e siga.

Siga.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

AUTOPSICOGRAFIA

Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira,a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Insista


(Fabrício Carpinejar)


Sempre insista. Fale mais do que seja possível pensar. Insista. Temos que ter a capacidade de superar as resistências. Toda primeira conversa enfrentará uma série de inconvenientes. Mas insista. Não recue com a gafe, com o estardalhaço, com a vergonha. Siga adiante. Comece a rir sozinha.

Rir é receber a pergunta: “do que você está rindo?”. Rir é ser perguntado. Não há motivo para rir, rir é se abraçar.

Minha risada é meu gemido público. Acordar me deixa excitado.

Talvez aquela amiga não queira namorá-lo pra não estragar a amizade. Portanto hoje diga: quero estragar nossa amizade. Estragar de jeito. Arruinar nossa amizade. Corromper nossa amizade.

Estrague fundo, o amor pode estar recolhido nela. Mas não aceite tão rápido o que ela não acredita. É disfarce, vivemos disfarçados de normalzinho, de ponderado, de retraído,porque a verdade,quando surge, toma atitudes impensadas, como comer algodão-doce nesta terça feira diante de uma escola de normalistas. Que saudades de acenar para uma freira dirigindo um fusca. Deus é uma freira dirigindo um fusca.

Não se explique, insista. Eu não vou ficar esperando alguém em salvar. Eu mesmo me salvo. Eu mesmo me arrumo para a loucura.

Insista. O apaixonado cria sua boca. Cria sua boca para cada boca. Caso tenha prometido ir atrás dele, vá. Telefone, ainda que atrasada dois anos da promessa. Volte atrás, não queira pensar com os olhos, a boca são os olhos mais atentos.

Talvez aquele amigo não converse para manter a aparência de misterioso. Talvez ele nem saiba conversar, seja incompetente. Insista. Uma hora ele vai tomar um porre do seu silêncio, snetar no meio fio e falar aramaico. Todo homem guardado uma hora fala aramaico. Insista, esteja perto para o sermão dos pássaros no viaduto.

A vida mete medo quando ela não é formalidade, não temos como nos defender do que parte dos dentes. Tenha um medo assombroso da vida, que é mais justo, deixe a morte com ciúme e inveja, deixe a morte sem dançar.

Não fique articulando frases inteligentes, comoventes, certas. Insista. Sei o valor de uma fantasia, mas insista. Tropeçar ainda é andar, pedir desculpa ainda é avançar, concentre-se na dispersão.

Ninguém quer falar com ninguém. Mas insista. Na sala do dentista, no trem, no ônibus,no elevador. Insista. O que mais precisamos é estranheza para reencontrar a intimidade. Não há nada tímido que não tenho sido estranho um dia. Seja estranho com o ascensorista, com o porteiro, com a colega. Declare-se apaixonado antecipadamente. Depois encontre um jeito de pagar. Ame por empréstimo. Ame devendo. Ame falindo.

Mas não crie arrependimentos por aquilo que não foi feito. Sejamos reais em nossas dores.

Tudo o que não aconteceu é perfeito. Dê chance para a imperfeição. Insista.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Entrevistas

Esta é a primeira de um série de netrevistas que pretendemos fazer com nossos amigos/contatos/whatever pra animar e fazer as pessoas se entregarem.

Mas isso não funcionou com o Mauro, como vocês conferem logo abaixo. O rapaz continua sagaz.


­Frodo diz:
[14:39:22] ­cê tá aí, manolo?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:39:37] ­estou, estou
[14:40:50] ­Durante mais 20 min
­Frodo diz:
[14:41:11] ­começar agora?
[14:41:15] ­quem é vc?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:41:51] ­Eu sou o Mauro.
[14:41:57] ­[Eu acho]
­Frodo diz:
[14:42:03] ­quantos outonos?
[14:42:20] ­(primavera é meio gay e tal.)
[14:42:30] ­café ou chopp?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:42:35] ­21 e contando
[14:42:41] ­Café forever
­Frodo diz:
[14:42:45] ­pra vestir?
[14:42:48] ­pra ouvir?
[14:42:57] ­ o que tu nunca ouviria/cantaria?
[14:43:21] ­um filósofo?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:44:24] ­Jeans, camiseta escura. [roupa do Seu Madruga]
[14:44:57] ­Tudo o que agrade aos ouvidos. [Curtindo Presley ultimamente]
[14:45:22] ­Já ouvi e não gostei, coloridos da web.
­Frodo diz:
[14:45:25] ­pra comer?
[14:45:37] ­orientação sexual?
[14:45:58] ­um sonho?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:46:08] ­Filósofos autênticos já tá de bom tamanho, imitadores aparecem às pencas por aí.
[14:46:20] ­Comida.
[14:46:40] ­Vai pela aquela avenida ali que o sexo é certo.
­Frodo diz:
[14:47:04] ­(avenida Caxias, em São Leopoldo, claro)
[14:47:20] ­uma mulher tem que ter?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:47:34] ­Sonhos são utópicos e românticos. Logo, quero utopias e romances
­Frodo diz:
[14:47:53] ­um clichê verdadeiro?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:48:04] ­David Coimbra, se ela conseguir rir sem achar tudo machismo, é bom sinal
[14:48:15] ­O que é clichê mesmo?
­Frodo diz:
[14:48:34] ­seje hômi.
[14:48:40] TRÔ ou eletro?
[14:48:43] ­(rá)
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:49:00] ­TRÔ forever, como se não soubesse.
­Frodo diz:
[14:49:06] ­se fosse pra uma ilha deserta, levaria o q?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:49:34] ­Um livro: "como construir uma jangada, para iniciantes."
­Frodo diz:
[14:49:49] ­solidão ou multidão?
[14:49:58] ­ praia,serra, ou um cabaret?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:50:16] ­Solidão na multidão.
­Frodo diz:
[14:50:18] ­uma pessoa legal?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:50:33] ­Um cabaret na serra.
­Frodo diz:
[14:50:36] ­fé em Deus e pé na tábua ou pé em Deus e fé na tábua?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:51:12] ­Legal? Ih, tem várias por aí...
­Frodo diz:
[14:51:12] ­uma verdade inconveniente sobre ti?
[14:51:34] ­uma coisa que não precisamos saber sobre ti?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:52:01] ­Fé em algo que pode ser chamado de Deus, e fé na realidade.
[14:52:44] ­Ah, lembranças indiscretas de amigos em alguns casos são inconvenientes
­Frodo diz:
[14:52:57] ­(isso não foi pessoal, eu espero)
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:53:04] ­Eu tenho um dente de leite.
[14:53:13] ­(não foi)
­Frodo diz:
[14:53:27] ­o que tu faria por algo/alguém?
[14:53:55] ­algo diferente, que mudasse tua vida
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:54:07] ­Dependendo, tudo. Menos fio terra.
­Frodo diz:
[14:54:22] ­tens algum amigo gay?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:54:45] ­Minha vida mudaria se eu achasse muuuuito dinheiro na rua
­Frodo diz:
[14:54:57] ­algum sonho juvenil que o mundo te fez abandonar?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:55:02] ­Tenho sim, fazendo Letras isso se torna quase a regra.
­Frodo diz:
[14:55:11] ­uma grande decepção?
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:55:30] ­Que o primeiro amor era pra dar certo.
[14:55:39] ­O primeiro amor que deu errado.
­Frodo diz:
[14:56:07] ­uma frase pra fechar a entrevista
­Mauro... Cut it out... diz:
[14:56:30] ­"A franqueza não consiste em dizer tudo o que se pensa, mas em pensar tudo o que se diz." (Victor Hugo)
[14:56:51] ­(Agora vou indo, mas volto já)
­Frodo diz:
[14:57:12] ­terminamos aqui.
[14:57:19] ­ agora a bola fica contigo.
[14:57:25] ­ tu entrevista a próxima pessoa.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vazio

Dále, dále, dále ôôôô, dále,dále, dále ôôôô...

cadê a bosta do amor?















Camila, volta? Me perdoa. Jamais te magoaria por querer. Volta, loirinha. só contigo sou feliz.

domingo, 9 de maio de 2010

Post Miojo

"bom dia, ressaca" "- bom dia, Frodo"


diálogo imaginado: "-oi!" "-não"


05/05 - Olá, Tom. Feliz aniversário, para mim ou pra você.

05/05 - pois é. envelheço na cidade.

as vezes entendo o Mauro quando diz que não é bom beber demais.

olá, parede. olá.


cabelos azuis? hum, não me parecem estranhos.
nem tudo está perdido.


biip,biip,biiip. okay, microondas, estou indo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Todas quieren rock!

Chicas lindas. chicas nuevas
chicas de salón. de la calle
de la noche y la prostitución
peluqueras, camareras, policías y travestidas
pervertidas, modelo o actriz

Quieren rock
todas quieren rock
quieren rock, quieren rock
como bailan rock
quieren rock, quieren rock
que saben de rock
quieren rock, quieren rock
yo te daré rock
y a la mierda con tu rock nena


Presidentas oligarcas
reinas sin poder
carmelitas, drogaditas en un cabaret
en escuelas colegias son un souvenir
secretarias de rodillas te van a pedir

Quieren rock, quieren rock
todas quieren rock
quieren rock, quieren rock
como bailan rock
quieren rock, quieren rock
que saben de rock
quieren rock, quieren rock
yo te daré rock
y a la mierda con tu rock nena

Juana de arco, Juana Acosta
Ana Frank, Eva Braun
y Mirtha Legrand

Quieren rock, quieren rock
todas quieren rock....



(música: Todas quieren rock! - Guasones)

sábado, 1 de maio de 2010

Manifesto do não-ser

A vida é mais profunda do que parece ser, isso geralmente acaba assustando as pessoas,os mais fracos ficam pelo caminho, assim como aqueles que descobrem a razão disso. tudo.


O tempo passa e muitas pessoas sem noção irão passar pelo teu caminho e tudo que talvez precisamos seja mostrar um pouco daquilo que realmente pode fazer essa estadia aqui valer a pena, embora sentimentos confusos possam danificar aquilo que chamamos de coração e que na verdade se chama cérebro.


pra que tanta inteligência, pra que tanta emoção? em excesso até o fracasso faz sucesso meu irmão.


tantos sentimentos perdidos em vão, tantos segundos preciosos perdidos.


quando sou junkie, o tempo passa mais devagar. Junkie, beat, essas coisas.

escutando jazz enquanto olho a vizinha pela janela.

deve ter idade pra ser minha irmã, e não a desejo.
assim como não consigo desejar aquelas lindas bundas e siliconadas decotadas acéfalas.



minha bipolaridade me assusta e me fascina.
tanto tempo tentando controlar ela e agora vejo o quão gratificante pode ser isso.


mais tolerância, mais respeito, mais vida.


corram, cantem pra lua, pintem seus cabelos, raspem seus sacos, usem drogas, façam o que quiserem da vida de vocês. ela é de vocês e de mais ninguém. não deixe pra depois.
depois não existe.

junkie, beat. beat.

junkie.


ouvindo jazz numa tarde de outono.
ouvindo blues numa tarde de outono.
ouvindo que não há vida fora do blues.
pode ser, pode ser.
beats. acelerados.
lentos,junkies.

viver.a eterna consequencia da falha de adão.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vida

Entrada no barzinho: R$ 7,00

Cerveja: R$3,00



Uma noite épica, uma centopéia feliz e histórias pra rir com o Marconi: não tem preço.


Existem coisas que o dinheiro não compra, pra todas as outras a gente trabalha.




Todos contra a pedofilia.

terça-feira, 20 de abril de 2010

História instantânea

- KarLa ! diz:
[20:25:21] percebo
Frodo diz:
[20:26:12] imagine uma cena,sim?
- KarLa ! diz:
[20:26:29] de que tipo?
Frodo diz:
[20:26:40] um parque da cidade, duas pessoas, um sol.
[20:26:44] mais pessoas,
[20:26:54] crianças correndo, cachorros,
- KarLa ! diz:
[20:26:55] ok...
Frodo diz:
[20:26:58] um dia de outono,
[20:27:10] essas pessoas passeiam lado a lado,
[20:27:34] não falam muito, exceto por uns breves comentários sobre obviedades.
[20:27:50] so enconstam pouco, mal se tocam
[20:27:56] comem pipoca.
[20:27:59] ou churros, escolha.
[20:28:02] sentam.
[20:28:04] lado a lado.
[20:28:08] e se olham nos olhos.
[20:28:25] e começama contar coisas que nem sabiam que sentiam ou sabiam.
- KarLa ! diz:
[20:28:34] Ok...
Frodo diz:
[20:28:35] e começam e se olhar nos olhos.
[20:28:40] e a se sentir mais leves.
[20:28:57] e a se sentir mais felizes e de repente o mundo pode ser um lugar melhor.
[20:29:23] e continuam conversando, olho no olho, até a hora de ir embora,
[20:29:39] e se despedem sentindo uma vontade de correr e pular.
[20:29:46] misto de alegria com bobeira.
- KarLa ! diz:
[20:29:52] isso da um história... muito boa, aliás.
Frodo diz:
[20:29:53] eles sentem.
[20:29:57] eles sabem.
[20:30:03] irão se ver de novo, e bem.
[20:30:05] ...
[20:30:13] será o que o destino quiser.





(como podem ver, bolei essa história enquanto conversava com a Karla no msn)

sábado, 17 de abril de 2010

"Não é porque eu sujei a roupa bem agora que eu já estava saindo
Nem mesmo porque eu peguei o maior trânsito e acabei perdendo o cinema
Não é porque eu não acho o papel onde anotei o telefone que eu to precisando
Nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata e ainda continua sangrando
Não é porque eu fui mal na prova de geometria e periga d'eu repetir de ano
Nem mesmo o meu carro que parou de madrugada só por falta de gasolina
Não é porque tá muito frio,
Não é porque tá muito calor


O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos,
Com você o meu mundo ficaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando,
E depois cresceriam e nos dariam os netos"




(trimmmm,trimmmm,trimmmm)


uááá,

Frodo acaba de acordar e perceber que a canção...


bem, no sonho ELA cantava essa canção.Pra ele. e só pra ele.

ora,volte a dormir,Frodo, hoje é domingo.