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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fraquezas

Pode até parecer fraqueza. Preciso dormir.


Preciso esquecer. Pra logo depois me apaixonar de novo. E seguir assim.

Num loop infinito. De paixões, dissabores, amores e desamores.


Sempre lembro. De nós. Pra não esquecer, me machuco a cada noite, rolando na cama.

Sim, eu sei, meu bem. Vamos esquecer, vamos em frente.

Outras e outros virão. Pra nós todos.



Mas eu, eu te amei tanto. Me doei tanto, que preciso de um tempo pra ficar sozinho na minha. Quieto, lambendo minhas feridas.



Sentindo os pingos frios de chuva em mim. Sentindo a dor do vento na pele.


E sinto também, lá longe. Um abraço.


Um cabelo bagunçado jogado no rosto e um perfume de baunilha que dá vontade de morder.

Vou ali, aceitar um abraço e não chorar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Diálogo dia logo

Nada bem.

Nada bem aqui também.

Um dia.

Uma noite.

Nada bem. Já errei demais.

Eu quero acertar

Eu também.

Se tu descobrir como acerta, me avisa, tô sem saber como é.

Olha, esse negócio de viver dá muito trabalho, e eu ainda tento ser feliz?

Complicado isso, eu sei.

Eu amei tanto.

Pois é.

E nada resolveu.

Amor não basta.

Tem que ter algo a mais.

Pra tu não morrer da próxima vez, né?

É.

Mas é sempre preciso morrer um pouquinho por vez.

Me avisa, por favor.

O amor, o meu amor, foi como um acidente.

Batemos de frente e nada se restou.

Fim.

E no fim, eu morri, mais uma vez.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Poetry

"you guys are fools, you
laugh like fools!"


"maybe só,señor, but even fools
have a right to laugh,
no?"
Charles Bukowsky, 1972






tradução livre:


"vocês são uns idiotas, vocês
riem como uns idiotas!"


"talvez, señor, mas até idiotas tem o direito de rir,
não?"



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sem nome

Amar, amar siempre y con todo
El ser y con la tierra y con el cielo,
Con lo claro del sol y lo obscuro del lodo.
Amar por toda a ciencia y amar por todo anhelo.


Y cuando la montaña de la vida
No sea dura, y larga, y alta, y llena de abismos,
Amar la immensidad, que es de amor encendida,
Y arder en la fusión de nuestros pechos mismos....




RUBÉN DARÍO

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Conto pra vocês

conto (não erótico e mal feito)

eles então se conheceram. eles então se gostaram. eles então foram em frente.

eles então brigaram. sentiram ciúmes. choraram. voltaram.

eles então, conversaram. se beijaram. fizeram planos. fariam filhos.

brigaram de novo, e fizeram as pazes. e descobriam a cada dia que ainda não se conheciam tanto. e sentiram a vontade de saber. e continuaram, como no início, a se descobrir, a se surpreender. ele então foi buscá-la na saída do trabalho.

ela então descobriu um carinho que ele gostava.

ele então viu como ela tinha ciúme. e sorriu com isso. e se sentiu seguro.

e os problemas vieram. como tinham de vir. e eles enfrentaram. e se amaram. e continuaram assim, por que sabiam ambos que nada valeria mais a pena que aquele amor. que nada valeria mais que aquela sensação.

eles sabiam. desde o início. sabiam que não seria fácil. mas eles não precisavam que fosse fácil. eles precisavam que fosse.

e assim foi. Ao menos até terminar o filme.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mulher perfeita

Texto antigo II

Encontrei um texto meu antigo, que faz todo sentido de novo agora.

Deliciem-se.

Não há nada de concreto entre nossos lábios.

Logo tu iria cansar. te conheço. sei como és.

Nós dois temos os mesmos defeitos. e sabemos tudo a nosso respeito.

E eu sei.

Tu te cansaria do modo como ando desleixado no domingo. de como xingo o juiz mesmo quando ele acerta. das mensagens engraçadas que mando pros amigos. da minha barba por fazer. da minha cara de sono. ao sair do cinema.da minha falta de jeito pra dançar.

do meu sorriso confiante pro garçom. da conversa sobre futebol com o guarda.

do modo como consigo amizades em qualquer lugar, sem me importar com o ridículo.

da minha falta de jeito pra falar com a tua mãe, e com o meu pai.

do jeito rápido como tomo banho e deixo a toalha molhada em cima da cama.

tu cansaria.

do meu olhar de cachorro sem dono. da minha depressão involuntária em dias de chuva. do modo como eu não peço informações quando estou perdido.

de como inspeciono o frentista do posto. de como fico bravo quando o Grêmio joga mal.

de todos os lados que tu me olhar, tu vai cansar. eu sei.

está em ti, em nós.

não podemos seguir em frente com esse sonho.

acabou. sonhos á parte, vá em frente.

não se importe comigo. acabou.

Duas certezas: de hoje em diante, só. E da próxima vez, só uísque escocês.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eternidades

Enquanto escrevo, fumo um cigarro, e bebo essa cerveja, o mundo prossegue a girar lá fora. Giros, cantaria o Fito. Ou Hurt, cantaria o Johnny. Vamos então a história.

Ela disse que amava ele. Enquanto gozava no seu ouvido, enquanto ele a penetrava, ela o amava. Até hoje, tem na memória os gemidos dela, os arranhões e os puxões de cabelo.

A primeira vez que uma mulher disse que amava ele, foi durante o sexo. Todas as outras foram assim. Não que tenha sido ruim, os olhos castanhos dela brilhando durante um orgasmo. Winter prossegue no seu solo, e o mundo gira. Foi uma noite quente. Um banho. Um jantar qualquer. Uma bebida qualquer. Ele agora não conseguia se lembrar de antes, tudo era qualquer coisa. Tudo era qualquer lugar. Foi onde se deitaram, nus. Exaustos, mas querendo mais. Olhos brilhavam, a janela aberta deixava entrar a luz dos postes. Estavam sós. Se sentiam completos? Talvez, ele sim. Ela, jamais saberemos. Estavam cansados mas e daí? Tudo que ele queria estava ali, naquele metro e sessenta de puro charme. Naqueles cabelos negros, e naqueles quadris que..., enfim, fiquem a imaginar. Naquela noite, ele havia tocado a eternidade. Naquele instante, ele sabia, o mundo poderia ser dele e ele poderia fazer sonhos valerem a pena. Não são apenas quando ditas que tais três palavras provocam impacto. Quando são demonstradas, mais que ditas. Sexo é bom, mas não é tudo. Naquela noite, ele sabia o que era viver. Ele descobrira a diferença entre viver e existir. Não, jovem leitor, nem falo do sexo com ela, que sempre fora bom. Falo do momento mágico, em que sentiram como se suas almas tivessem se tocado. O encontro entre duas almas abre inúmeros caminhos e o menos provável deles é a decepção.

Amor é um livro, sexo é esporte. Sexo é escolha, amor é sorte. Amor é prosa, sexo é poesia.

Sexo é do bom, amor é do bem.

Amor é um. Sexo é dois. Cry,cry,cry. Hoje é chorar. E seguir em frente. Um homem que toca a eternidade não sabe mais viver a rapidez do tempo. Não consegue, não vê o tempo passar. Faria tudo pra ter aquele momento de eternidade de novo. Mostra que não é uma alma preparada pra tal coisa. Não digo o amor, digo a eternidade. Mas existe algo que ele ainda precisa descobrir sozinho. O amor nos faz eternos. Mesmo que ele tenha amado e não tenha sido correspondido. Ou tenha sido apenas com palavras. Ele amou. Ele é eterno. Mesmo que mude. Mesmo que acabe. (preciso de outra bebida, leitora, acalme-se) (e de um cigarro também).

Naquela noite, ele se sentiu melhor que nunca. Acordou disposto e … bem, ele nunca conseguiria voltar a viver como antes. Pobre diabo, não sabia o que o aguardava. Ela o amara. Ela o dissera. Eles se completavam. “Que nem feijão e arroz”. Enquanto ela sussurava gemidos e palavras de amor no ouvido dele, enquanto ela o mantivera preso em seus braços, o tempo pareceu parar. Ledo engano, era o seu pedacinho de eternidade. Se céu e inferno existem, ele esteve nos dois. E saiu dos dois. Seu lugar não é lá. Ele amou. Ele fora amado. Ela se tornara eterno naquela noite e nada tiraria isso dele. Nada. Ele amou. Ele ama. Contra todas as convenções, contra todo o modo de ser de todos, ele amou. Ele ama. Só não sabe. Precisa descobrir sozinho.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Post para meu amigo Mauro

Como vai meu velho camarada? Quanto tempo eu não vejo mais você.



Não acredite em horóscopo chinês, são só frases soltas.


Era só uma brincadeira, amigo. não fique triste se eu te trollei.

E encontrei ontem uma menina de cabelos curtos, amigo, lembrei de ti. Como se tu precisasse de ajuda com isso.


Assim, meu caro, há tempos não nos vemos e nem nos falamos. Nos distanciamos desde que fui pro Uruguay, ó vida.

E precisava te contar, meu velho... acho que estou na dúvida de novo. na mesma e velha boa dúvida. Coisas que não posso postar aqui, mas que trataremos logo, se o universo assim nos permitir.

E esperamos que o horóscopo chinês que leste pra mim naquela tarde, via msn se concretize no ano que vem. Estou mesmo precisando ser feliz.


Como se ninguém precisasse, não é?

Um forte abraço, meu velho amigo. saudades.










(sinceramente? tem que ser muito macho pra fazer um post desses)

sábado, 27 de novembro de 2010

Escolhas

cada escolha uma renuncia.uma certeza. cada escolha,é um fato, o aconchego de uma dor. cada amor, uma dor. cada dor uma cicatriz e cada cicatriz,uma história.


As coisas que eu te disse ontem valem só até a meia-noite, portanto pense bem meu bem, antes de tirar a roupa. Cada vez que fazemos uma escolha, e a vida é feita delas, nós machucamos alguém. E é sempre a pessoa errada. foda-se. meu egoísmo me mata. meu egoísmo me fere. mas é melhor assim. melhor sofrer pelo meu do que pelo egoísmo alheio.

Rebeca manda beijos

domingo, 24 de outubro de 2010

Acordo



numa cama estranha.se bem que desde que tudo aconteceu, todas as cama me parecem estranhas.

olho em volta, um quarto feminino. barulho de chuveiro.

sento na cama e penso como fui parar ali.

ela entra. me olha, me beija e me dá bom dia. não acho de bom tom perguntar o nome dela ou como eu fui parar ali.

apenas pergunto se ela dormiu bem. ela responde que nos poucos momentos que a deixei dormir, sim.
dou um sorriso. pareço cansado. afinal as memórias da noite vem vindo aos poucos.

lembro. um táxi. um prédio azul. certo.

vejamos, enquanto tomo um banho lembro do bar. o mesmo de sempre. e ela se apresenta e pede pra sentar. okay.


mas qual o nome dela, carácoles? e o que fizemos que ela está assobiando na cozinha?
como alguém acorda com tanto bom humor? enfim, não lembro.

a mão dela no meu corpo me lembra que já acordei, preciso sair do chuveiro. tomamos café e saímos.
domingo. passeamos, vamos até um cinema, conversamos sobre tudo, parece até que namoramos há tempos.

depois do cinema, me despeço dela após ela anotar o meu telefone.
me diz que vai ligar. já ouvi isso antes. e já disse isso antes. não espero muito pra não me decepcionar.


vou pra casa. tomo outro banho e peço uma pizza.

ao sentar com uma cerveja no sofá,no fim do dia, me dou conta que ainda não sei o nome dela.

e nem o que fizemos.céus.


qual o teu nome, garota?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bar

Num bar. Sentado,uma garrafa úmida na frente. Cerveja. Um copo, pela metade. (metade cheio ou metade vazio?)


Lentamente, balançando a cabeça ao som do blues que toca ao fundo (uma banda ensaia sem saber) , ele retira o rótulo da cerveja. Polar. Ele retira o rótulo pois não pode retirar a roupa de um morena. Uma certa morena, aquela mesma.


Ele dá um sorriso triste (pode? pode, claro) e suspira. O suspiro é a marca do abandonado. E nesse caso, ele foi abandonado por si mesmo.

Cansou de lutar. E de tentar. A distância e a frieza impedem. Outros diriam que foi medo. Outros, a fatalidade. Ou a vida ,essa imensa sacana.

Num bar. Sentado sozinho. O blues continua e então tocam aquela canção. A canção que embalou algumas noites deles. Algumas noites em que ele ficou sonhando com ela e algumas noites em que ele ficou, como hoje, chorando por ela.


"Como, como algo assim pode doer tanto?"


Uma inquietação. A banda parou de ensaiar. O guitarrista passa e acena com a cabeça.



ele continua. Sem saber. Sem pensar. Só pensa nela,nela,nela.

E naqueles cabelos. E naquela marca de nascença no ombro direito. E no modo como ela parecia olhar pra ele, quando ele teimava algo. Havia amor naquele olhar.

E então o garçom troca a garrafa.

Dá um sorriso fraco ao ser pego por uma lembrança. A força que fazemos pra esquecer é proporcional á força com que as lembranças voltam.

Ele retira o rótulo de novo. É como se recomeçasse a acariciar ela. lembra até do modo como ela se espreguiçava de manhã, quando tocava no pé dele, uns dois minutos antes do despertador tocar.

Outro soriso fraco. (tá ficando repetitivo, mas toda dor de cotovelo é assim)

Sensação de nada. De não poder fazer nada. De nunca mais amar ninguém sem lembrar dela.


De nunca mais olhar pra uma margarida sem lembrar dela.

De nunca mais esquecer dela.

Mas ele vai. Assim que ele voltar do banheiro, vocês podem perceber.

Algo se ajeitou dentro dele. Algo se depositou no fundo.

E apesar de ele ainda suspirar, e relembrar (ele vai continuar relembrando e suspirando durante muito tempo) ele vai continuar.

É o único modo. Não há outro jeito. Mesmo a ideia que passou antes pela cabeça dele, aquela ideia de dizer "adeus mundo cruel" mesmo essa está dentro do único modo de seguir adiante.


Diga a verdade doa a quem doer.

Outro suspiro, outra garafa, outro blues.

E seguirá assim.

Vai doer? Vai. Está doendo? Está. É assim que tem que ser.
É assim que somos e sempre seremos.


Outra garrafa,outro suspiro. Assim.

E lave as mãos, agradeça ao garçom, chore em casa e siga.

Siga.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Poesia

"Aquele maquiavélico ser vaginal

quando domado abocanha meu pau...



Lambuza com a saliva a minha alegria
e se rebaixa enfim como devia."

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Minha vida ...

... meus mortos,
meus caminhos tortos,
meu sangue latino,
minha alma cativa.



[Secos e Molhados]

AUTOPSICOGRAFIA

Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira,a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Eu acho

O
pau
duro
é
um
elogio
á
beleza
feminina.

Disseram pra mim

Inaugurando uma nova tag aqui no Pub. Ela será utilizada cada vez que for postado algo que nos disseram, sem que a pessoa seja revelada. Melhor assim.
Não sei a frequencia que será utilizada, mas eis a primera parte. Um apanhado de MSN, sms, cartas (sim, pessoas ainda mandam carta),e-mails e conversas cara-a-cara.


"Até por msn você parece um cachorro sem dono."

"Tentar conquistar o coração de belas jovens"

"Eu vou dominar o mundo!"

"Oi,tudo? me liga assim que puder.Bjo."

"Sinto tua falta. Te amo."

"Rivera, mano? Me traz umas muambas, véi. Abs."

"Olha, eu sei que é difícil, mas depois passa."

" Olhar uma mulher é como olhar o mar. Nunca cansa."

"Sim, meu caro amigo lenhador. A gente também chora."

"Foi bom, né?"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mash up Skank



"eu ainda gosto dela.
Mas ela já não pensa em mim.
Sob sua pele encontrei abrigo.
Pra gente se devorar, na órbita do seu umbigo.
Quero te provar. Cozida a vapor.
Invente a fuga por nós dois.
Se eu estiver fogo, suavemente se encaixe.
Mas quando eu estiver morto, suplico que não me mate, dentro de ti.
E quando eu estiver louco, suavemente disfarce.
Afinal, é uma partida de futebol.
Bola na trave não altera o placar.
Noites de um verão qualquer."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tava faltando um besteirol por aqui

Certa vez, a pouco tempo atrás, fui na Embaixada do Rock com o Frodo.

Mais tarde, uma das pessoas que conheci lá me disse que depois de lá o grupo de amigos que a gente conheceu ficou falando de como foi a noite.

Essa pessoa, a Gi, falou que achou que eu tinha olhos verdes, e durante a noite tinha dito: "E ainda por cima ele tem olhos verdes."

Eu não tenho olhos verdes. São castanhos. E achei isso um exagero.

Mas hoje arrumei a barba, lavei o cabelo, botei uma roupa decente, e olhei no espelho e:

"É, seria muita sacanagem com os outros se eu tivesse olhos verdes."


[E daí que eu me achei demais? Tava gatinho mesmo.]
shuahsuahsuashuashuashuashaushasuh

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

E assim...

"Deixe-me contar uma coisa que você já sabe.
O mundo não é um mar de rosas.
É um lugar ruim e asqueroso, e não importa o quão durão você é, ele te deixará de joelhos e te manterá assim se permitir.
Nem eu, nem você, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida.
Mas isso não se trata do quão forte pode bater.


Se trata do quão forte pode ser atingido.... e continuar seguindo em frente."
Certas frases de Rocky nunca fizeram tanto sentido pra mim como agora.