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domingo, 7 de agosto de 2011

Um ano


"Daniel

Estou aqui bebendo vinho e pensando no quanto tu é importante pra minha vida. A tua presença que me acalma, apaixona e ilumina, é a coisa que eu mais tenho valorizado nos últimos doze meses. Tu é o rascunho de felicidade mais parecido com uma pintura de verdade que eu já vi nessas galerias da vida. Nem os cigarros, muito menos as festas, me presentearam com cores tão vivas como as tuas, que alegram meus dias tristes, cinzas e ocupados.


Amor da minha vida, um dos meus maiores desejos como mulher é que, quando tivermos nossa casa e nossos filhos, eles tenham a mais absoluta certeza de que seus pais sempre se amaram. Certeza essa que eu nunca tive a alegria de ter.

Eu não imagino quando nem onde, apenas imploro que demore muitos anos para acontecer, pois quando chegar o dia em que eu irei te perder vou iniciar um luto eterno.

Te amo acima de qualquer coisa, beijos da tua 'pequeninha'.

Adri


Oito de Agosto de dois mil e onze."

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fraquezas

Pode até parecer fraqueza. Preciso dormir.


Preciso esquecer. Pra logo depois me apaixonar de novo. E seguir assim.

Num loop infinito. De paixões, dissabores, amores e desamores.


Sempre lembro. De nós. Pra não esquecer, me machuco a cada noite, rolando na cama.

Sim, eu sei, meu bem. Vamos esquecer, vamos em frente.

Outras e outros virão. Pra nós todos.



Mas eu, eu te amei tanto. Me doei tanto, que preciso de um tempo pra ficar sozinho na minha. Quieto, lambendo minhas feridas.



Sentindo os pingos frios de chuva em mim. Sentindo a dor do vento na pele.


E sinto também, lá longe. Um abraço.


Um cabelo bagunçado jogado no rosto e um perfume de baunilha que dá vontade de morder.

Vou ali, aceitar um abraço e não chorar.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Conto pra vocês

conto (não erótico e mal feito)

eles então se conheceram. eles então se gostaram. eles então foram em frente.

eles então brigaram. sentiram ciúmes. choraram. voltaram.

eles então, conversaram. se beijaram. fizeram planos. fariam filhos.

brigaram de novo, e fizeram as pazes. e descobriam a cada dia que ainda não se conheciam tanto. e sentiram a vontade de saber. e continuaram, como no início, a se descobrir, a se surpreender. ele então foi buscá-la na saída do trabalho.

ela então descobriu um carinho que ele gostava.

ele então viu como ela tinha ciúme. e sorriu com isso. e se sentiu seguro.

e os problemas vieram. como tinham de vir. e eles enfrentaram. e se amaram. e continuaram assim, por que sabiam ambos que nada valeria mais a pena que aquele amor. que nada valeria mais que aquela sensação.

eles sabiam. desde o início. sabiam que não seria fácil. mas eles não precisavam que fosse fácil. eles precisavam que fosse.

e assim foi. Ao menos até terminar o filme.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Texto antigo II

Encontrei um texto meu antigo, que faz todo sentido de novo agora.

Deliciem-se.

Não há nada de concreto entre nossos lábios.

Logo tu iria cansar. te conheço. sei como és.

Nós dois temos os mesmos defeitos. e sabemos tudo a nosso respeito.

E eu sei.

Tu te cansaria do modo como ando desleixado no domingo. de como xingo o juiz mesmo quando ele acerta. das mensagens engraçadas que mando pros amigos. da minha barba por fazer. da minha cara de sono. ao sair do cinema.da minha falta de jeito pra dançar.

do meu sorriso confiante pro garçom. da conversa sobre futebol com o guarda.

do modo como consigo amizades em qualquer lugar, sem me importar com o ridículo.

da minha falta de jeito pra falar com a tua mãe, e com o meu pai.

do jeito rápido como tomo banho e deixo a toalha molhada em cima da cama.

tu cansaria.

do meu olhar de cachorro sem dono. da minha depressão involuntária em dias de chuva. do modo como eu não peço informações quando estou perdido.

de como inspeciono o frentista do posto. de como fico bravo quando o Grêmio joga mal.

de todos os lados que tu me olhar, tu vai cansar. eu sei.

está em ti, em nós.

não podemos seguir em frente com esse sonho.

acabou. sonhos á parte, vá em frente.

não se importe comigo. acabou.

Duas certezas: de hoje em diante, só. E da próxima vez, só uísque escocês.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eternidades

Enquanto escrevo, fumo um cigarro, e bebo essa cerveja, o mundo prossegue a girar lá fora. Giros, cantaria o Fito. Ou Hurt, cantaria o Johnny. Vamos então a história.

Ela disse que amava ele. Enquanto gozava no seu ouvido, enquanto ele a penetrava, ela o amava. Até hoje, tem na memória os gemidos dela, os arranhões e os puxões de cabelo.

A primeira vez que uma mulher disse que amava ele, foi durante o sexo. Todas as outras foram assim. Não que tenha sido ruim, os olhos castanhos dela brilhando durante um orgasmo. Winter prossegue no seu solo, e o mundo gira. Foi uma noite quente. Um banho. Um jantar qualquer. Uma bebida qualquer. Ele agora não conseguia se lembrar de antes, tudo era qualquer coisa. Tudo era qualquer lugar. Foi onde se deitaram, nus. Exaustos, mas querendo mais. Olhos brilhavam, a janela aberta deixava entrar a luz dos postes. Estavam sós. Se sentiam completos? Talvez, ele sim. Ela, jamais saberemos. Estavam cansados mas e daí? Tudo que ele queria estava ali, naquele metro e sessenta de puro charme. Naqueles cabelos negros, e naqueles quadris que..., enfim, fiquem a imaginar. Naquela noite, ele havia tocado a eternidade. Naquele instante, ele sabia, o mundo poderia ser dele e ele poderia fazer sonhos valerem a pena. Não são apenas quando ditas que tais três palavras provocam impacto. Quando são demonstradas, mais que ditas. Sexo é bom, mas não é tudo. Naquela noite, ele sabia o que era viver. Ele descobrira a diferença entre viver e existir. Não, jovem leitor, nem falo do sexo com ela, que sempre fora bom. Falo do momento mágico, em que sentiram como se suas almas tivessem se tocado. O encontro entre duas almas abre inúmeros caminhos e o menos provável deles é a decepção.

Amor é um livro, sexo é esporte. Sexo é escolha, amor é sorte. Amor é prosa, sexo é poesia.

Sexo é do bom, amor é do bem.

Amor é um. Sexo é dois. Cry,cry,cry. Hoje é chorar. E seguir em frente. Um homem que toca a eternidade não sabe mais viver a rapidez do tempo. Não consegue, não vê o tempo passar. Faria tudo pra ter aquele momento de eternidade de novo. Mostra que não é uma alma preparada pra tal coisa. Não digo o amor, digo a eternidade. Mas existe algo que ele ainda precisa descobrir sozinho. O amor nos faz eternos. Mesmo que ele tenha amado e não tenha sido correspondido. Ou tenha sido apenas com palavras. Ele amou. Ele é eterno. Mesmo que mude. Mesmo que acabe. (preciso de outra bebida, leitora, acalme-se) (e de um cigarro também).

Naquela noite, ele se sentiu melhor que nunca. Acordou disposto e … bem, ele nunca conseguiria voltar a viver como antes. Pobre diabo, não sabia o que o aguardava. Ela o amara. Ela o dissera. Eles se completavam. “Que nem feijão e arroz”. Enquanto ela sussurava gemidos e palavras de amor no ouvido dele, enquanto ela o mantivera preso em seus braços, o tempo pareceu parar. Ledo engano, era o seu pedacinho de eternidade. Se céu e inferno existem, ele esteve nos dois. E saiu dos dois. Seu lugar não é lá. Ele amou. Ele fora amado. Ela se tornara eterno naquela noite e nada tiraria isso dele. Nada. Ele amou. Ele ama. Contra todas as convenções, contra todo o modo de ser de todos, ele amou. Ele ama. Só não sabe. Precisa descobrir sozinho.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Texto antigo

uma toalha de plástico sobre a mesa. um copo simples, um vinho barato. tinto. essa televisão que passa comerciais insistentemente. o barulho da chuva lá fora. vente. pés gelados. mais um gole de vinho. um longo gole. luzes apagadas, escrevo aproveitando o brilho da tela. em cima da mesa, um telefone que insiste em não tocar. a porta continua fechada, a casa continua vazia. um filme romântico qualquer começa agora. algo sobre desencontros e encontros amorosos. uma música que não sai da cabeça. mais um pouco (pouco) de vinho. não sei se vou reconhecer a letra quando acordar. um vazio familiar me dá a sensação de aperto no peito. as histórias me fazem acreditar que se tiver que ser, será. e com quem tiver que ser. mesmo que demore. Ou não.

droga, manchei o papel de vinho. é que nem sempre será como nos filmes. aliás, raramente será.

o sol me diz que é hora de deitar (trecho ilegível) depois continuo (outro trecho ilegível).

(texto escrito num caderno qualquer em março de 2009, duas semanas depois de tudo acontecer)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Post para meu amigo Mauro

Como vai meu velho camarada? Quanto tempo eu não vejo mais você.



Não acredite em horóscopo chinês, são só frases soltas.


Era só uma brincadeira, amigo. não fique triste se eu te trollei.

E encontrei ontem uma menina de cabelos curtos, amigo, lembrei de ti. Como se tu precisasse de ajuda com isso.


Assim, meu caro, há tempos não nos vemos e nem nos falamos. Nos distanciamos desde que fui pro Uruguay, ó vida.

E precisava te contar, meu velho... acho que estou na dúvida de novo. na mesma e velha boa dúvida. Coisas que não posso postar aqui, mas que trataremos logo, se o universo assim nos permitir.

E esperamos que o horóscopo chinês que leste pra mim naquela tarde, via msn se concretize no ano que vem. Estou mesmo precisando ser feliz.


Como se ninguém precisasse, não é?

Um forte abraço, meu velho amigo. saudades.










(sinceramente? tem que ser muito macho pra fazer um post desses)

sábado, 27 de novembro de 2010

Escolhas

cada escolha uma renuncia.uma certeza. cada escolha,é um fato, o aconchego de uma dor. cada amor, uma dor. cada dor uma cicatriz e cada cicatriz,uma história.


As coisas que eu te disse ontem valem só até a meia-noite, portanto pense bem meu bem, antes de tirar a roupa. Cada vez que fazemos uma escolha, e a vida é feita delas, nós machucamos alguém. E é sempre a pessoa errada. foda-se. meu egoísmo me mata. meu egoísmo me fere. mas é melhor assim. melhor sofrer pelo meu do que pelo egoísmo alheio.

Rebeca manda beijos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vamos jogar?

domingo, 14 de novembro de 2010

E é isso que leio em seus olhos...

Só estou te avisando pra você não procurar por sentimentos bons ou ruins sobre você dentro de mim… Veja o que o tempo faz, eu nem te conheço, mas eu nem mesmo lembro do exato momento em que tive o coração partido, só lembro do que eu não fiz, de te perder por um triz e toda essa culpa por não ter desculpa por ter jogado fora o seu amor.
-

Quantas vezes eu tentei, me afastar e esquecer. Quantas vezes eu joguei, minha vida fora por você.
__Esteban Tavares.;

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Óh, o Amor.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bar

Num bar. Sentado,uma garrafa úmida na frente. Cerveja. Um copo, pela metade. (metade cheio ou metade vazio?)


Lentamente, balançando a cabeça ao som do blues que toca ao fundo (uma banda ensaia sem saber) , ele retira o rótulo da cerveja. Polar. Ele retira o rótulo pois não pode retirar a roupa de um morena. Uma certa morena, aquela mesma.


Ele dá um sorriso triste (pode? pode, claro) e suspira. O suspiro é a marca do abandonado. E nesse caso, ele foi abandonado por si mesmo.

Cansou de lutar. E de tentar. A distância e a frieza impedem. Outros diriam que foi medo. Outros, a fatalidade. Ou a vida ,essa imensa sacana.

Num bar. Sentado sozinho. O blues continua e então tocam aquela canção. A canção que embalou algumas noites deles. Algumas noites em que ele ficou sonhando com ela e algumas noites em que ele ficou, como hoje, chorando por ela.


"Como, como algo assim pode doer tanto?"


Uma inquietação. A banda parou de ensaiar. O guitarrista passa e acena com a cabeça.



ele continua. Sem saber. Sem pensar. Só pensa nela,nela,nela.

E naqueles cabelos. E naquela marca de nascença no ombro direito. E no modo como ela parecia olhar pra ele, quando ele teimava algo. Havia amor naquele olhar.

E então o garçom troca a garrafa.

Dá um sorriso fraco ao ser pego por uma lembrança. A força que fazemos pra esquecer é proporcional á força com que as lembranças voltam.

Ele retira o rótulo de novo. É como se recomeçasse a acariciar ela. lembra até do modo como ela se espreguiçava de manhã, quando tocava no pé dele, uns dois minutos antes do despertador tocar.

Outro soriso fraco. (tá ficando repetitivo, mas toda dor de cotovelo é assim)

Sensação de nada. De não poder fazer nada. De nunca mais amar ninguém sem lembrar dela.


De nunca mais olhar pra uma margarida sem lembrar dela.

De nunca mais esquecer dela.

Mas ele vai. Assim que ele voltar do banheiro, vocês podem perceber.

Algo se ajeitou dentro dele. Algo se depositou no fundo.

E apesar de ele ainda suspirar, e relembrar (ele vai continuar relembrando e suspirando durante muito tempo) ele vai continuar.

É o único modo. Não há outro jeito. Mesmo a ideia que passou antes pela cabeça dele, aquela ideia de dizer "adeus mundo cruel" mesmo essa está dentro do único modo de seguir adiante.


Diga a verdade doa a quem doer.

Outro suspiro, outra garafa, outro blues.

E seguirá assim.

Vai doer? Vai. Está doendo? Está. É assim que tem que ser.
É assim que somos e sempre seremos.


Outra garrafa,outro suspiro. Assim.

E lave as mãos, agradeça ao garçom, chore em casa e siga.

Siga.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Poesia

"Aquele maquiavélico ser vaginal

quando domado abocanha meu pau...



Lambuza com a saliva a minha alegria
e se rebaixa enfim como devia."

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cantadas....



Como eu nunca pensei nisso? Vou lá comprar pilhas pro meu Game Boy...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

AUTOPSICOGRAFIA

Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira,a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O auge do romantismo...



Não é para qualquer um.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu sei..




Velhos amores que nunca são esquecidos,
sempre retornam ao nosso presente tirando nosso chão.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Disseram pra mim

Inaugurando uma nova tag aqui no Pub. Ela será utilizada cada vez que for postado algo que nos disseram, sem que a pessoa seja revelada. Melhor assim.
Não sei a frequencia que será utilizada, mas eis a primera parte. Um apanhado de MSN, sms, cartas (sim, pessoas ainda mandam carta),e-mails e conversas cara-a-cara.


"Até por msn você parece um cachorro sem dono."

"Tentar conquistar o coração de belas jovens"

"Eu vou dominar o mundo!"

"Oi,tudo? me liga assim que puder.Bjo."

"Sinto tua falta. Te amo."

"Rivera, mano? Me traz umas muambas, véi. Abs."

"Olha, eu sei que é difícil, mas depois passa."

" Olhar uma mulher é como olhar o mar. Nunca cansa."

"Sim, meu caro amigo lenhador. A gente também chora."

"Foi bom, né?"

sábado, 4 de setembro de 2010

É a vida...


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

E assim...

"Deixe-me contar uma coisa que você já sabe.
O mundo não é um mar de rosas.
É um lugar ruim e asqueroso, e não importa o quão durão você é, ele te deixará de joelhos e te manterá assim se permitir.
Nem eu, nem você, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida.
Mas isso não se trata do quão forte pode bater.


Se trata do quão forte pode ser atingido.... e continuar seguindo em frente."
Certas frases de Rocky nunca fizeram tanto sentido pra mim como agora.