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quarta-feira, 7 de março de 2012

A estupidez de vidas ralas

Sinceramente, criar confusão é fácil.
Faltar com respeito é ainda mais fácil.
Estupidamente fácil é magoar os outros.

Eu poderia, com um estalar de dedos contra o teclado, tanto criar confusão, como faltar com respeito, ou até magoar. E mais, poderia incitar à raiva, à guerra.
Entretanto, sinceramente, esse tipinho de gente que dá [ou deu] abertura para que eu faça isso me dá pena.
Gente que ainda não aprendeu a ter respeito por si próprios, o que esperar para as outras pessoas?
O mundo é cheio de altos e baixos, amores e desamores, e ainda assim tem gente que acha que escondendo tudo com segredos e mentiras o mundo será mais fácil.

Aquele tipo de gente que reclama por ser tratada de certa forma, mas não vê problema em tratar ao próximo da mesma forma.
Sejamos francos? São BURROS.
Claro, claro, jogar isso na cara deles não adianta muito. Ou tentam rebater com um argumento esdrúxulo, ou se calam e te olham como se o que tu tivesse falando não fizesse sentido.



Evitar é arte. Do not give any fuck is a pure art, be like a sir.
Post parêntese fechado, poeira dos pés sacudida, e pessoas lamentáveis ao passado, sigamos para a programação normal.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Meus caros ateus, e meus caros religiosos, me escutem eu peço


Houve uma época em que eu achava os crentes religiosos fanáticos um saco, e eles eram mesmo. Hoje em dia os crentes ateus fanáticos que possuem tal cargo de chateação.
Porque, convenhamos, mais irritante do que ver um monte de pessoas dizendo que deus é a verdade absoluta, é ver outro monte de pessoas respondendo que Ele é a mentira completa.

Ambos se dizem os donos da verdade e querem por que querem que o mundo seja à sua imagem e semelhança. Sinto muito, meu caro, mas não é tão fácil assim.
A algum tempo atrás a maioria dos ateus que eu conhecia viviam suas vidas normalmente, e uma boa parte dos religiosos também. Entretanto em algum momento uma guerrinha imbecil começou. Acho que aquele povo que ia na tua casa pregar a palavra de deus se rebelou, virou ateu, e agora vive pregando contra qualquer religião já existente.

Aquele tipo de pessoa que é capaz de vasculhar livros de história pra achar algo contra o que argumentar. Ou seja, estão sendo babacas.
Nada contra ateísmo, e nada contra religiosos, mas a vida hoje em dia o que determina é o nosso comportamento. Sempre haverá argumentos contra as nossas opiniões, pois ninguém tem todas as respostas, vocês podem colocar a culpa de qualquer merda no mundo em qualquer um, isso pouca ou nenhuma diferença fará.


Então, seu bando de babacas, querem voltar a fazer diferença? Comecem a cogitar a respeito de agir diferente. Hajam como pessoas que querem um mundo melhor, deus, ou a inexistência d'Ele, nada tem a ver com isso.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fraquezas

Pode até parecer fraqueza. Preciso dormir.


Preciso esquecer. Pra logo depois me apaixonar de novo. E seguir assim.

Num loop infinito. De paixões, dissabores, amores e desamores.


Sempre lembro. De nós. Pra não esquecer, me machuco a cada noite, rolando na cama.

Sim, eu sei, meu bem. Vamos esquecer, vamos em frente.

Outras e outros virão. Pra nós todos.



Mas eu, eu te amei tanto. Me doei tanto, que preciso de um tempo pra ficar sozinho na minha. Quieto, lambendo minhas feridas.



Sentindo os pingos frios de chuva em mim. Sentindo a dor do vento na pele.


E sinto também, lá longe. Um abraço.


Um cabelo bagunçado jogado no rosto e um perfume de baunilha que dá vontade de morder.

Vou ali, aceitar um abraço e não chorar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Poetry

"you guys are fools, you
laugh like fools!"


"maybe só,señor, but even fools
have a right to laugh,
no?"
Charles Bukowsky, 1972






tradução livre:


"vocês são uns idiotas, vocês
riem como uns idiotas!"


"talvez, señor, mas até idiotas tem o direito de rir,
não?"



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Conto pra vocês

conto (não erótico e mal feito)

eles então se conheceram. eles então se gostaram. eles então foram em frente.

eles então brigaram. sentiram ciúmes. choraram. voltaram.

eles então, conversaram. se beijaram. fizeram planos. fariam filhos.

brigaram de novo, e fizeram as pazes. e descobriam a cada dia que ainda não se conheciam tanto. e sentiram a vontade de saber. e continuaram, como no início, a se descobrir, a se surpreender. ele então foi buscá-la na saída do trabalho.

ela então descobriu um carinho que ele gostava.

ele então viu como ela tinha ciúme. e sorriu com isso. e se sentiu seguro.

e os problemas vieram. como tinham de vir. e eles enfrentaram. e se amaram. e continuaram assim, por que sabiam ambos que nada valeria mais a pena que aquele amor. que nada valeria mais que aquela sensação.

eles sabiam. desde o início. sabiam que não seria fácil. mas eles não precisavam que fosse fácil. eles precisavam que fosse.

e assim foi. Ao menos até terminar o filme.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Texto antigo II

Encontrei um texto meu antigo, que faz todo sentido de novo agora.

Deliciem-se.

Não há nada de concreto entre nossos lábios.

Logo tu iria cansar. te conheço. sei como és.

Nós dois temos os mesmos defeitos. e sabemos tudo a nosso respeito.

E eu sei.

Tu te cansaria do modo como ando desleixado no domingo. de como xingo o juiz mesmo quando ele acerta. das mensagens engraçadas que mando pros amigos. da minha barba por fazer. da minha cara de sono. ao sair do cinema.da minha falta de jeito pra dançar.

do meu sorriso confiante pro garçom. da conversa sobre futebol com o guarda.

do modo como consigo amizades em qualquer lugar, sem me importar com o ridículo.

da minha falta de jeito pra falar com a tua mãe, e com o meu pai.

do jeito rápido como tomo banho e deixo a toalha molhada em cima da cama.

tu cansaria.

do meu olhar de cachorro sem dono. da minha depressão involuntária em dias de chuva. do modo como eu não peço informações quando estou perdido.

de como inspeciono o frentista do posto. de como fico bravo quando o Grêmio joga mal.

de todos os lados que tu me olhar, tu vai cansar. eu sei.

está em ti, em nós.

não podemos seguir em frente com esse sonho.

acabou. sonhos á parte, vá em frente.

não se importe comigo. acabou.

Duas certezas: de hoje em diante, só. E da próxima vez, só uísque escocês.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eternidades

Enquanto escrevo, fumo um cigarro, e bebo essa cerveja, o mundo prossegue a girar lá fora. Giros, cantaria o Fito. Ou Hurt, cantaria o Johnny. Vamos então a história.

Ela disse que amava ele. Enquanto gozava no seu ouvido, enquanto ele a penetrava, ela o amava. Até hoje, tem na memória os gemidos dela, os arranhões e os puxões de cabelo.

A primeira vez que uma mulher disse que amava ele, foi durante o sexo. Todas as outras foram assim. Não que tenha sido ruim, os olhos castanhos dela brilhando durante um orgasmo. Winter prossegue no seu solo, e o mundo gira. Foi uma noite quente. Um banho. Um jantar qualquer. Uma bebida qualquer. Ele agora não conseguia se lembrar de antes, tudo era qualquer coisa. Tudo era qualquer lugar. Foi onde se deitaram, nus. Exaustos, mas querendo mais. Olhos brilhavam, a janela aberta deixava entrar a luz dos postes. Estavam sós. Se sentiam completos? Talvez, ele sim. Ela, jamais saberemos. Estavam cansados mas e daí? Tudo que ele queria estava ali, naquele metro e sessenta de puro charme. Naqueles cabelos negros, e naqueles quadris que..., enfim, fiquem a imaginar. Naquela noite, ele havia tocado a eternidade. Naquele instante, ele sabia, o mundo poderia ser dele e ele poderia fazer sonhos valerem a pena. Não são apenas quando ditas que tais três palavras provocam impacto. Quando são demonstradas, mais que ditas. Sexo é bom, mas não é tudo. Naquela noite, ele sabia o que era viver. Ele descobrira a diferença entre viver e existir. Não, jovem leitor, nem falo do sexo com ela, que sempre fora bom. Falo do momento mágico, em que sentiram como se suas almas tivessem se tocado. O encontro entre duas almas abre inúmeros caminhos e o menos provável deles é a decepção.

Amor é um livro, sexo é esporte. Sexo é escolha, amor é sorte. Amor é prosa, sexo é poesia.

Sexo é do bom, amor é do bem.

Amor é um. Sexo é dois. Cry,cry,cry. Hoje é chorar. E seguir em frente. Um homem que toca a eternidade não sabe mais viver a rapidez do tempo. Não consegue, não vê o tempo passar. Faria tudo pra ter aquele momento de eternidade de novo. Mostra que não é uma alma preparada pra tal coisa. Não digo o amor, digo a eternidade. Mas existe algo que ele ainda precisa descobrir sozinho. O amor nos faz eternos. Mesmo que ele tenha amado e não tenha sido correspondido. Ou tenha sido apenas com palavras. Ele amou. Ele é eterno. Mesmo que mude. Mesmo que acabe. (preciso de outra bebida, leitora, acalme-se) (e de um cigarro também).

Naquela noite, ele se sentiu melhor que nunca. Acordou disposto e … bem, ele nunca conseguiria voltar a viver como antes. Pobre diabo, não sabia o que o aguardava. Ela o amara. Ela o dissera. Eles se completavam. “Que nem feijão e arroz”. Enquanto ela sussurava gemidos e palavras de amor no ouvido dele, enquanto ela o mantivera preso em seus braços, o tempo pareceu parar. Ledo engano, era o seu pedacinho de eternidade. Se céu e inferno existem, ele esteve nos dois. E saiu dos dois. Seu lugar não é lá. Ele amou. Ele fora amado. Ela se tornara eterno naquela noite e nada tiraria isso dele. Nada. Ele amou. Ele ama. Contra todas as convenções, contra todo o modo de ser de todos, ele amou. Ele ama. Só não sabe. Precisa descobrir sozinho.

sábado, 27 de novembro de 2010

Escolhas

cada escolha uma renuncia.uma certeza. cada escolha,é um fato, o aconchego de uma dor. cada amor, uma dor. cada dor uma cicatriz e cada cicatriz,uma história.


As coisas que eu te disse ontem valem só até a meia-noite, portanto pense bem meu bem, antes de tirar a roupa. Cada vez que fazemos uma escolha, e a vida é feita delas, nós machucamos alguém. E é sempre a pessoa errada. foda-se. meu egoísmo me mata. meu egoísmo me fere. mas é melhor assim. melhor sofrer pelo meu do que pelo egoísmo alheio.

Rebeca manda beijos

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Corram para as colinas, o Marconi sumiu

Fonte: DeviantArt
Sempre imaginei o que pensam quando se dão conta que eu sumi. Sumi sem dar tchau, ou sumi de vez e não apareci por meses.


Repetindo o que já disse por aqui, nunca fiz parte de grupo algum, nem tive um amigo inseparável. Mas não é essa a questão. Eu simpatizo, gosto, me apego a pessoas, e não a grupos.
Já discuti com pessoas que se negavam a acreditar que nunca fiz parte de tribo alguma. Acontece que não aceito ter que me adaptar segundo o que os outros esperam, nem aceito conviver com quem não gosto por fazer parte do mesmo grupo, sempre fui orgulhoso demais pra isso.

Eu, eu, eu, eu, mais um post sobre mim? Sim, enquanto minha criatividade andar em baixa vai ser assim, volta e meia um post depoimento de mim mesmo.

Enfim, sumo pra aliviar a cabeça. Se eu sumi é porque tinha algo me incomodando há tempos, ou um comportamento que me incomodasse, ou companhias que me irritassem. Comportamentos de quem eu gosto, e as companhias da pessoa ou pessoas que eu tenho afinidade. Não vou discutir, não vou brigar, e pra evitar ficar emburrado num canto, vou sumir. Afinal, já sou dificil de conviver normalmente, vai me querer por perto emburrado num canto?

Sumo, mas volto, mais cedo ou mais tarde. Sumo, mas deixo recado. Sumo, e se fosse tão importante, me chamariam de volta, coisa raríssima de acontecer. Alivio a cabeça, conheço mais gente, que me apego ou não, ou volto pra aquelas que sumi em outros tempos.

Outra coisa, notei que tem uma coisa que ainda me deixa tímido. Estar num ambiente estranho com pessoas que são muito chegadas entre si. Acho que me intimida, talvez por isso sempre tente levar quem eu gosto pra um ambiente neutro, ou que eu me sinta mais familiar. Quem nunca recebeu um convite meu pra ir em algum lugar que atire a primeira pedra.
Ou vai ver é culpa do estresse dos últimos tempos, a poeira está baixando, mas a trava mental é mais demorada. Tu fica focado nos problemas, e é dificil voltar sua mente pra coisas que realmente importam, tipo, viver.

Por fim, fim de semana em que revi Yugi, Gi e o Biel, e conheci mais uns que não lembro o nome. Não tava nos meus melhores dias, não mesmo, aliás nem lembro se eles já me viram 'solto' verdadeiramente, mas um dia verão, ou não, vai saber... ao menos espero que sim, é algo que não se esquece. [E daí aparece o Frodo falando do dia na embaixada que me viu alegrinho da bebida]
Bueno, beijo e tapa na bunda pra Yugi [Já falei que ela tem cabelo curto? tá, tá, parei] e pra Gi [Ah o Frodo já falou das trancinhas por aqui em algum post perdido por aí]. E um 'de nada' pro Biel por ter ensinado o truque da cordinha com o qual ele vai poder pegar várias garotinhas, mas nada de pedofilia, ok?

Eras isso por hoje, esqueci algumas metáforas que queria colocar e o assunto pro próximo post, mas acho que encontrei a solução de um problema pra um trabalho da uni.

Sem mais

domingo, 24 de outubro de 2010

Acordo



numa cama estranha.se bem que desde que tudo aconteceu, todas as cama me parecem estranhas.

olho em volta, um quarto feminino. barulho de chuveiro.

sento na cama e penso como fui parar ali.

ela entra. me olha, me beija e me dá bom dia. não acho de bom tom perguntar o nome dela ou como eu fui parar ali.

apenas pergunto se ela dormiu bem. ela responde que nos poucos momentos que a deixei dormir, sim.
dou um sorriso. pareço cansado. afinal as memórias da noite vem vindo aos poucos.

lembro. um táxi. um prédio azul. certo.

vejamos, enquanto tomo um banho lembro do bar. o mesmo de sempre. e ela se apresenta e pede pra sentar. okay.


mas qual o nome dela, carácoles? e o que fizemos que ela está assobiando na cozinha?
como alguém acorda com tanto bom humor? enfim, não lembro.

a mão dela no meu corpo me lembra que já acordei, preciso sair do chuveiro. tomamos café e saímos.
domingo. passeamos, vamos até um cinema, conversamos sobre tudo, parece até que namoramos há tempos.

depois do cinema, me despeço dela após ela anotar o meu telefone.
me diz que vai ligar. já ouvi isso antes. e já disse isso antes. não espero muito pra não me decepcionar.


vou pra casa. tomo outro banho e peço uma pizza.

ao sentar com uma cerveja no sofá,no fim do dia, me dou conta que ainda não sei o nome dela.

e nem o que fizemos.céus.


qual o teu nome, garota?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bar

Num bar. Sentado,uma garrafa úmida na frente. Cerveja. Um copo, pela metade. (metade cheio ou metade vazio?)


Lentamente, balançando a cabeça ao som do blues que toca ao fundo (uma banda ensaia sem saber) , ele retira o rótulo da cerveja. Polar. Ele retira o rótulo pois não pode retirar a roupa de um morena. Uma certa morena, aquela mesma.


Ele dá um sorriso triste (pode? pode, claro) e suspira. O suspiro é a marca do abandonado. E nesse caso, ele foi abandonado por si mesmo.

Cansou de lutar. E de tentar. A distância e a frieza impedem. Outros diriam que foi medo. Outros, a fatalidade. Ou a vida ,essa imensa sacana.

Num bar. Sentado sozinho. O blues continua e então tocam aquela canção. A canção que embalou algumas noites deles. Algumas noites em que ele ficou sonhando com ela e algumas noites em que ele ficou, como hoje, chorando por ela.


"Como, como algo assim pode doer tanto?"


Uma inquietação. A banda parou de ensaiar. O guitarrista passa e acena com a cabeça.



ele continua. Sem saber. Sem pensar. Só pensa nela,nela,nela.

E naqueles cabelos. E naquela marca de nascença no ombro direito. E no modo como ela parecia olhar pra ele, quando ele teimava algo. Havia amor naquele olhar.

E então o garçom troca a garrafa.

Dá um sorriso fraco ao ser pego por uma lembrança. A força que fazemos pra esquecer é proporcional á força com que as lembranças voltam.

Ele retira o rótulo de novo. É como se recomeçasse a acariciar ela. lembra até do modo como ela se espreguiçava de manhã, quando tocava no pé dele, uns dois minutos antes do despertador tocar.

Outro soriso fraco. (tá ficando repetitivo, mas toda dor de cotovelo é assim)

Sensação de nada. De não poder fazer nada. De nunca mais amar ninguém sem lembrar dela.


De nunca mais olhar pra uma margarida sem lembrar dela.

De nunca mais esquecer dela.

Mas ele vai. Assim que ele voltar do banheiro, vocês podem perceber.

Algo se ajeitou dentro dele. Algo se depositou no fundo.

E apesar de ele ainda suspirar, e relembrar (ele vai continuar relembrando e suspirando durante muito tempo) ele vai continuar.

É o único modo. Não há outro jeito. Mesmo a ideia que passou antes pela cabeça dele, aquela ideia de dizer "adeus mundo cruel" mesmo essa está dentro do único modo de seguir adiante.


Diga a verdade doa a quem doer.

Outro suspiro, outra garafa, outro blues.

E seguirá assim.

Vai doer? Vai. Está doendo? Está. É assim que tem que ser.
É assim que somos e sempre seremos.


Outra garrafa,outro suspiro. Assim.

E lave as mãos, agradeça ao garçom, chore em casa e siga.

Siga.

domingo, 6 de junho de 2010

That is Beyond...

O que acontece quando você percebe um altíssimo grau de capacidade tanto para ser um herói quanto para ser um vilão repousando dentro de você?

A maioria naturalmente está predisposto a não ser nenhum deles, são as perdas civis das guerras. Outros poucos destinados a serem um ou outro.
Mas e quando se tem a opção?

Não tive uma presença paterna presente ou marcante, apesar do meu pai viver conosco até uns 3 ou 4 anos atrás. Era introvertido e por problemas de saúde sempre acabava perto dos adultos ao invés de brincar com outras crianças.
E como eu agradeço por isso.
Criança prodígio e madura demais para a idade, minha mãe me educou e eu aprendi. Posso ser o gentlemen dos sonhos de muita gente por aí.

Mas e daí? Você se pergunta. E daí que sem amizades e auto-suficiente, fui sozinho por aí aprender sobre o mundo, e o submundo. Posso ser o monstro dos pesadelos de muito mais gente por aí.

Mas e daí? Você me pergunta. E daí que cresci antropólogo por natureza. E daí que aprendi a ver mais os porquês por detrás de tudo do que o óbvio que está na minha frente. E daí que através disso vi como é fácil manipular as pessoas, criar e desfazer grupos, fantoches, aprendi a criar personagens e destruir vidas.

Bonzinho cansei de ser, de ser um cara legal também... Mais uma chance cara vida, e o meio termo se desfaz também. E sobra só o outro lado da moeda.
Já evitei demais, adoro ser vilão. Última chance consciência universal, e é xeque-mate.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vazio

Dále, dále, dále ôôôô, dále,dále, dále ôôôô...

cadê a bosta do amor?















Camila, volta? Me perdoa. Jamais te magoaria por querer. Volta, loirinha. só contigo sou feliz.

sábado, 1 de maio de 2010

Manifesto do não-ser

A vida é mais profunda do que parece ser, isso geralmente acaba assustando as pessoas,os mais fracos ficam pelo caminho, assim como aqueles que descobrem a razão disso. tudo.


O tempo passa e muitas pessoas sem noção irão passar pelo teu caminho e tudo que talvez precisamos seja mostrar um pouco daquilo que realmente pode fazer essa estadia aqui valer a pena, embora sentimentos confusos possam danificar aquilo que chamamos de coração e que na verdade se chama cérebro.


pra que tanta inteligência, pra que tanta emoção? em excesso até o fracasso faz sucesso meu irmão.


tantos sentimentos perdidos em vão, tantos segundos preciosos perdidos.


quando sou junkie, o tempo passa mais devagar. Junkie, beat, essas coisas.

escutando jazz enquanto olho a vizinha pela janela.

deve ter idade pra ser minha irmã, e não a desejo.
assim como não consigo desejar aquelas lindas bundas e siliconadas decotadas acéfalas.



minha bipolaridade me assusta e me fascina.
tanto tempo tentando controlar ela e agora vejo o quão gratificante pode ser isso.


mais tolerância, mais respeito, mais vida.


corram, cantem pra lua, pintem seus cabelos, raspem seus sacos, usem drogas, façam o que quiserem da vida de vocês. ela é de vocês e de mais ninguém. não deixe pra depois.
depois não existe.

junkie, beat. beat.

junkie.


ouvindo jazz numa tarde de outono.
ouvindo blues numa tarde de outono.
ouvindo que não há vida fora do blues.
pode ser, pode ser.
beats. acelerados.
lentos,junkies.

viver.a eterna consequencia da falha de adão.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vida

Entrada no barzinho: R$ 7,00

Cerveja: R$3,00



Uma noite épica, uma centopéia feliz e histórias pra rir com o Marconi: não tem preço.


Existem coisas que o dinheiro não compra, pra todas as outras a gente trabalha.




Todos contra a pedofilia.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um dia

Sentado. Olhando para a frente. A persiana fechada não deixa perceber, mas lá fora são nove horas da mnhã.
Ele deve estar sentado ali há umas sete horas.

Um copo na mão. Uísque. Sem gelo. Pensativo, ele se recosta. Unm pouco esolta um suspiro. Ao fundo, Elvis sussura “ ...love me tender, love me ….”.
Levanta-se e suspira novamente. O corpo agradece os movimentos depois de tanto tempo parado. Vai ao banheiro, olha no espelho. Vê um homem jovem, barba de três dias e olheiras. Da sala vem novamente Elvis, mas agora parece estar mais animado “... hawaiian girls...”
Ergue a cabeça e ensaia um sorriso. Inútil. Depois de tanto tempo, parece que desaprendeu a sorrir. De repente, foi como se algo se iluminasse dentro dele. Vê seu rosto no espelho e olha para a lâmina de barbear. Um pensamento cruza sua cabeça como um raio. Parece decidido agora.
Vai até a sala e aumenta Elvis um pouco. Decide pôr o cd para repetir.
Então, com passos firmes entra no banheiro. Pensa um pouco como se repassasse um plano. Balança a cabeça como se confirmasse algo e empunha a lâmina.
Abre a torneira, molha o rosto e ergue a mão com a lâmina empunhada na altura do pescoço.
Outro suspiro. O telefone toca. “Deixe que toque”- pensa ele, quase raivoso. Estica a pele e vagarosamente encosta a lâmina na pele. Sente o metal frio na carne molhada. Arrepia-se.

E começa.

Para cima, e depois para baixo, lentamente ele vai fazendo a barba. Pára um pouco para alcançar a
espuma e continua. Começa a se embalar com Elvis.
Dez minutos depois, barba feita, ele sorri e pensa: “ abrir a porta e viver. Vou sair. Pegar um sol. Ficar aqui não resolve nada. Melhor assim. Sofrer? Faz parte da vida. Quer saber? Vou ligar pro Flávio e marcar aquele choppinho.”
Ao esperar o elevador, sorri ainda mais ao pensar que alguns minutos atrás tinha pensado naquilo. “Bobagem, isso é para covardes.”
“Mas por via das dúvidas, vou comprar um barbeador elétrico.”-pensa ele ,comprimindo os olhos ao sair no sol. O mundo não acabou afinal.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Maluquices

São meia noite e doze e acabei de fazer a barba. Estranho, convicto, em que mundo vivo? Num mundo onde a rapidez de tudo deixa a gente meio zonzo, talvez ansiando pela liberdade primeva.

Estranho, meu plano hoje é passar a noite em claro e escrever alguma coisa. Talvez eu possa contar uma história. Escrevi duas vezes a palavra estranho em dois parágrafos. Estranho. Tá ,desta vez foi de propósito.

Só quero contar uma breve história e depois podemos todos fechar isto aqui e ir viver. Viver, viver , ah, a mais bela das ironias, a vida é complicada a cada passo, uma grande bagunça. Ou será só a minha vida que é uma grande bagunça? Não sei, eu sou assim, meio gauche na vida, um maior abandonado como cantava Cazuza.

Bueno, a minha história. Quem sou eu não é importante, mas ao longo do que eu for contando eu vou dando umas idéias.Até por que isso não vem ao caso agora.

Falava eu da rapidez do mundo, da impulsividade de tudo e do fato de estar acordado agora tentando achar a melhor maneira de escrever a minha história. Minha pois sou eu que estou escrevendo, não que eu esteja nela. Eu posso estar. Ou não.

Nosso bravo protagonista é só um estudante. Perdido, poderia facilmente não ser reconhecido por você na rua, aquele tipo de cara que a gente quase nem nota. Um jovem (que não sei o nome que se dá á fase entre a adolescência e a vida dita adulta), um cara normal que curte lá seus rocks e deve ter suas manias, que ninguém é normal mesmo. Um estagiário. um estagiário normal, coisa que afinal não é o fim do mundo, afinal há coisa pior que isso. há crianças morrendo de fome na África. E mulheres espancadas na Uniban. E torcedores do Botafogo. Ou seja, há algo pior que ser estagiário. Esqueci dos atos secretos. Sabe-se lá como, ele vinha pela rua. Não, não. Melhor começar direito. Falando a verdade, afinal, eu não estou na história.

A gente pode demorar muito tempo pra se recuperar de um pontapé na bunda. Sério. Levar um fora faz parte da vida. Mas demoramos mais pra nos recuperar do que de qualquer outra coisa que é comum a todo mundo na vida. Fora é que nem gripe, com a exceção de não ser contagioso. Algumas pessoas acreditam no amor. Outras não. E tem outras que vivem sem saber, eu pertenço ao último grupo. Que coisa, eu disse que essa não é minha história e acabei me entregando.

Bom o fato é que levei um fora. Faz tempo. Sério. Coisa de uns 10 meses. É por aí. Um belo dia ela me telefonou e simplesmente não queria mais me ver. Assim, na lata, pelo telefone. Acho que posso falar disso agora, embora ainda não saiba dos motivos que levaram ela a fazer aquilo. O mundo que eu tinha caiu. Ruiu. Desabou. E tudo mais perdeu importância. Tudo. Emprego, escola, meu pai. Sim meu pai, é minha família, mas isso é assunto pra mais adiante.

Queria dizer aqui, publica e ostensivamente que acredito no amor. Mais: que preciso do amor. Não deixo em nenhum momento de ser macho por falar que preciso ser amado. Quem disser que não precisa de alguém na vida, que não precisa de amor ou de alguém que queira saber como foi nosso dia está morto. Morto. Pode encomendar a roupa preta. Eu? Estou vivo, e apesar das cicatrizes latentes que dóem um pouco de vez em quando, sinto que ainda acredito no amor. Acredito e preciso. Certo, você a estaaltura esá achando que sou um cara carente tentando posar de romântico. Quase acertou. Só não estou tentando posar de romântico. Eu sou romântico. Daqueles de recitar poemas e dar flores. Daqueles de esperar três horas na chuva. Ou vinte minutos, como já fiz. Acho que nasci na época errada. Queria ter andado de bonde. Ter usado chapéu panamá. E praticado footing.

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Conheci ela num grupo. Sabe, aqueles grupos de jovens da igreja? Pois é , daqueles que tem gente que toca “eu tenho tanto pra te falar” nuns violões? Então, estes mesmos.

Ela era linda. Era não, é. Mas nem foi pela beleza dela que me afeiçoei. Foi pela simplicidade. Sempre achei mais bonita a mulher simples, aquela que veste jeans e chinelo de dedo e solta o cabelo ao vento. Mulher que a gente acha linda mesmo com a cara amassada de sono e descabelada? Aquelas que não usam maquiagem? Sabe? Pois é. Acho lindas. Todas. Mulher de vestido leve então? E sandalinha? Ah,a sandalinha. Enfim. Continuo a ter que contar uma história que mexe com cicatrizes que ainda hoje dóem e que me fazem ter uma dorzinha no fundo do estômago quando penso nisso.(fato: quando terminei de escrever não doía mais.) Gostei dela e, pena me decepcionei. Isso acontece o tempo todo com todo mundo, então se você não quer se decepcionar com alguém mude-se pra uma ilha deserta. Aliás, ainda existem ilhas desertas?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Poesia Instantânea

Tua fonte é verde a minha é roxa.






poesia do Mauro, no msn.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pois é...




Elvis, esta piada da broa de milho não tem graça.Sério.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Permita-me.

Sinto uma vontade.
Bem mais que isso, é um desejo.

Quero trucidar, quero esmigalhar, quero vencer. Num duelo de mentes e argumentos.

Não é o bem contra o mal, nem o certo contra o errado, o belo e o feio, ou qualquer outra exemplificação poética. É apenas eu, e outro certo alguém, o qual, nem conheço.

Sinto aquela velha energia, raiva e desejo, mansidão e lucidez. Sinto o mal desperto em mim, ele que estava quieto, quase readormecendo, regorjeando de prazer, e pronto para se revelar.

A mente, ah a mente, ferve, não para, prepara-se e reprepara-se numa crescente alucinante.

Mas ainda preciso de uma palavra, uma permissão. E então se ouvirá o ranger de dentes de uma alma destruída.