quinta-feira, 29 de março de 2012
Textos de guardanapo
E textos de guardanapo precisam voltar a serem escritos, mais cedo ou mais tarde, em uma mesa de bar.
domingo, 2 de outubro de 2011
Corvo
"Num voo de pombas brancas, um corvo negro junta-lhe um acréscimo de beleza que a candura de um cisne não traria."Giovani Boccaccio
Não me tome por tolo, meu jovem rapaz, eu já era velho antes de ter a minha própria consciência. Me lembro de velhos inimigos e de velhos rivais, bons tempos em que alguém podia se orgulhar de ter alguém com quem medir forças.
Houve tempos, tão belos, em que a prepotência era o hábito, o natural. Não que já não seja assim, mas está mais reservada nos dias atuais. Se é que pode existir uma prepotência reservada.
Na verdade, pode sim.
Não foi o tempo, não foi a vida, não foram os compromissos e muito menos os amores. Foi apenas o fluir natural das coisas, não se pode esperar que tudo seja utópico, e isso inclui a criatividade e o expressar de qualquer artista, seja ele profissional ou apenas por hobby.
Escrever, para mim, é como ter meus sonhos de dejá-vù, é como ter as minhas epifanias, é como aquela sensação mística de estar uno com tudo o que existe por uma fração de segundo. Escrever também é a minha arma, meu rifle, minha espada.
E ainda existem tolos, desta nova e [em geral] patética geração, que tentam me desafiar com palavras. Isso mesmo, com palavras. Olho para trás, para o rosto impresso nas linhas bem escritas de antigos companheiros, antigos antagonistas, e me pergunto como esse maldito destino traz algo tão lamentável para me distrair atualmente. Aliás, nem chegou a distrair.
Bons os velhos tempos em que haviam nêmesis.
Foi um bom sono. Foi revigorante.
Paro, penso. Ensino essas pequenas gralhas espalhadas por aí a voar, ou procuro por outros corvos para exercitar as asas?
Crocito, crocito.
Olho para o centro do mundo e megulho para o escuro da noite. Uma sombra no breu. A lua no olhar.
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneiraQue queria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,Com aquele 'nunca mais'.E. Poe
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Conversas em um Pub qualquer
- Sério que deus fez isso cara?
- Claro que sim, faço minhas obrigações na igreja toda a semana, pago o dízimo. É obrigação dEle me ajudar, está escrito.
- Ô Furlan, alcança um guardanapo aí.
- IIhh, to vendo que isso vai dar merda, toma aí.
[rabisca, rabisca]
- Lê aí.
- "Eu sou um idiota por acreditar em deus." Rá, rá. Vamos ver isso na hora do juízo final.
- Sim, sim, claro. Mas me di uma coisa, por que teu deus não salvou aquelas outras pessoas no ôibus do assalto?
- Não sei, os caminhos de Deus não são do nosso conhecimento.
- Bosta, é isso que eu digo. Deus não existe.
- Deus é a cura para nossos males!
- Oras, para isso basta ir ao médico. A Ciência é a cura.
- A ciência tenta imitar Deus.
- A Ciência é deus!
- Ah é, é? Se a tua ciência é tão poderosa, por que não te fez com uma cara mais bonita?
- Ah, vai pro inferno!
- Inferno? Que inferno? Existe inferno na ciência?
- Tu sabe bem que isso é só uma forma de expressão. E aliás, tu acredita em inferno, então pra ti vale.
- Garotos, garotos, não briguem.
- E tu Furlan, acredita em qual deus?
- Eu? Nenhum não.
- Ah rá. Viu, mais um ateu.
- Não sou ateu.
- Como não é ateu e não acredita em Deus?
- Não sendo, oras.
- Explique.
- Devolve o guardanapo.
[rabisca, rabisca]
- Não falo mais sobre isso.
- "A fé, seja em Deus ou nos homens, quando absoluta é idiota e ilógica. Por que se firmar em certezas quando a beleza da dúvida paira no ar?"
Olham-se enquanto Furlan pisca e sorri para uma moça passando próxima de sua mesa.
- Viu a nova do PT?
domingo, 17 de julho de 2011
Gentileza
digerindo momentos,
transformando-os em pó.
E o pó vira cimento
para amizades passageiras
sorrisos forçados
abraços roubados
tempo frustrado
sentimentos em cache.
Se te aproximas por aproximar,
por mero exercício de ego,
para que perco meu tempo
com tamanha bobagem?
Estranhos conhecidos
amigos ausentes
tédio recorrente
estômago em nó.
Então me faça o favor
de não me fazer favores
simplesmente por fazer,
porque de gentilezas estéticas
já estou cheio
irritado
incomodado
entediado
cansei.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Texto antigo
uma toalha de plástico sobre a mesa. um copo simples, um vinho barato. tinto. essa televisão que passa comerciais insistentemente. o barulho da chuva lá fora. vente. pés gelados. mais um gole de vinho. um longo gole. luzes apagadas, escrevo aproveitando o brilho da tela. em cima da mesa, um telefone que insiste em não tocar. a porta continua fechada, a casa continua vazia. um filme romântico qualquer começa agora. algo sobre desencontros e encontros amorosos. uma música que não sai da cabeça. mais um pouco (pouco) de vinho. não sei se vou reconhecer a letra quando acordar. um vazio familiar me dá a sensação de aperto no peito. as histórias me fazem acreditar que se tiver que ser, será. e com quem tiver que ser. mesmo que demore. Ou não.
droga, manchei o papel de vinho. é que nem sempre será como nos filmes. aliás, raramente será.
o sol me diz que é hora de deitar (trecho ilegível) depois continuo (outro trecho ilegível).
(texto escrito num caderno qualquer em março de 2009, duas semanas depois de tudo acontecer)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Post para meu amigo Mauro
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Antes da vida, antes da morte
O barman parecia desinteressado, mas era sua função manter o bêbado acordado enquanto continuava bebendo.
- Depois que eu guspi no rosto dele ele puxou uma adaga e colocou no meu pescoço, ó a marca aqui.
O homem levanta a cabeça e mostra a cicatriz.
- Hum, foi bem feio mesmo, mas por que ele não te matou?
- Não sei, eu fiquei encarando ele, e então ele me soltou. Parecia estar me testando.
- Nossa, incrível tu ter passado por tudo isso. Mais uma dose?
- Ah sim, manda aí.
O barman serviu outra dose, depois outra. Era uma longa história.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Tempo
O tempo é minha inspiração.
Ele e suas consequências;
Ele e suas decisões;
Ele e seus jogos;
Ele e suas mudanças;
Ele e suas curas;
Ele e suas mágoas;
Ele e seu destino;
E se esse destino é mutável,
então eu vou mudá-lo.
Se não, tudo vai ficar como está, e morrerei sorrindo.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Nada.
Tu é pouco, e sinceramente, azar o teu.
Queres amor? Cave, e desenterre-o. Ele está lá, no cemitério, juntinho com o teu potencial.
Toca essa tua vuvuzela, vota nesse teu presidente, usa essa tua droga. Foda-se, beijo, abraço e tchau.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Hey garoto, desista
Se não há como alcançá-los, por que insistir em sofrer por eles?
Não esqueça simplismente que o que é impossível agora, já não será em breve.
Então volte a sonhar.
Só não esqueça garoto, enquanto isso
Desista.
terça-feira, 23 de março de 2010
Cartas
domingo, 31 de janeiro de 2010
Sobre viver, mudar e decidir #2
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Antigos textos
e um novo rumo seguir, para onde quiser ir, com novos pensamentos, novas origens, outros horizontes, novas paisagens. e tudo isso para que? ir além do
imaginável? nada disso serve a não ser que o amanhã realmente venha, que o mundo não seja uma prisão, que os ventos soprem em todas as direções, então
eu irei, sobre meus próprios pés, e andarei, até o fim do mundo, para poder encontrar o meu mundo, e então me realizar e ir atrás de outro sonho, pelo qual
valha a pena sonhar, e buscar, pois a vida é curta e deve ser vivida pelos que sabem o que dela fazer, para então finalmente perecer.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ditados gaúchos
- como urubu em tronqueira.1
Mais afiada...
- que língua de sogra.
- que navalha de barbeiro caprichoso.
Alegre...
- como lambari de sanga.
- que nem paisano a meia-guampa.2
Amarga...
- como erva caúna.3
Mais amontoado...
- que uva em cacho.
Mais angustiado...
- que barata de ponta-cabeça.
Mais ansioso...
- que anão em comício.
Mais apertado...
- que queijo em cincha.
- que bombacha de fresco.
- que rato em guampa.
Mais apressado...
- que cavalo de carteiro.
Mais arisco...
- do que china que não quer dar.
Assanhado...
- como solteirona em festa de casamento.
- como lambari de sanga.
- como ganso novo em taipa de açude.
Mais assustado...
- que cachorro em canoa
- que véia em canoa
- que cavalo passarinheiro.4
Mais atirado...
- que alpargata em cancha de bocha.
Mais atoa...
- que guri no mato.
Atrapalhado...
- que nem cego em tiroteio.
- que nem sapo em cancha de bocha.
Mais atrasado...
- que risada de surdo.
Babava...
- como boi com aftosa.
Tão baixinho...
- que quando peida levanta poeira do chão.
Baixo como...
- vôo de marreca choca.
- tamborete de china.
- umbigo de cobra.
- barriga de sapo.
De boca aberta...
- que nem burro que comeu urtiga.
Bom...
- como namoro no começo.
- como faca achada.
Bonita...
- que nem laranja de amostra.
Buliçoso...
- como mico de viúva.
- como gato de moça velha. Cara amarrada...
- como pacote de despacho.
Mais caro...
- que argentina nova na zona.
Chato...
- como chinelo de gordo.
- que nem gilete caída em chão de banheiro.
Cheio...
- como corvo em carniça de vaca atolada.
- como penico em dia de baile.
- como barril de chopp em festa de crente.
- como bolsa de china.
- como mala de contrabandista.
Cheirando bem...
- como cangote de noiva.
Cobiçada...
- como anca de viúva nova e bonita.
Mais Colorida
- do que bombacha de turco.
Mais comprido...
- que putiada de gago.
- que trova de gago.
- que esperança de pobre.
- que suspiro em velório.
- que cuspe de bêbado.
Mais conhecido...
- do que parteira de campanha.
Mais constrangido...
- que padre em puteiro.
Contrariado...
- como gato a cabresto.
Coxuda...
- como leitoa no engorde.
Mais curto...
- que coice de porco.
- que estribo de anão.
Desconfiado...
- como cego que tem amante.
Devagarzito...
- como enterro de viúva rica.
Mais difícil...
- que nadar de poncho e dormir de espora sem rasgar lençol.
Dinheiro na mão de pobre é...
- como cuspe em ferro quente.
Dorme...
- atirado que nem lagarto.5
Mais duro...
- que salame da colônia.
Engraxado
- que nem telefone de açougueiro.
Empacado...
- como burro de mascate. 6
Mais encolhido...
- que tripa grossa na brasa.
Enfeitado...
- como bidê de china.
- como bombacha de turco.
- como mula de mascate.
- como carroça de cigano.
- como quarto de china.
- como santo milagroso.
- como guaiaca de gringo.
Mais enrolada...
- que lingüiça de venda .
Mais entravado...
- que carteira de sovina.
Esburacado...
- como poncho de calavêra.
Escasso...
- como pêlo em recavém de touro .
- como passarinho em zona de gringo.
Esfarrapado...
- que nem poncho de gaudério.
Esparramados...
- como dedos de pés que nunca entraram em botas.
- que pé de gringo.
Extraviado...
- que nem chinelo de bêbado.
Faceiro...
- que nem ganso novo em taipa de açude.
- como pica-pau em tronqueira.
- como mosca em tampa de xarope.
- como guri de tirador novo.
- que guri de bombacha nova.
- como passarinho velho em gaiola nova.
- como lambari em poça d’água.
Mais fechado...
- que baú de solteirona.
Mais fedorento...
- que arroto de corvo.
Feia...
- como mulher de cego.
Mais feio...
- que indigestão de torresmo.
- que rodada de cusco em lançante.
- que briga de foice no escuro.
- que paraguaio baleado.
- que sapato de padre.
Feliz...
- como pinto no lixo.
- como puta em dia de pagamento de quartel .
- como gordo de camiseta .
Mais Fino
- do que assobio de papudo.
Firme...
- que nem palanque em banhado.
- que nem prego em polenta.
- como beliscão de ganso.
Folgada...
- como luva de maquinista, que qualquer um mete a mão.
- como peido em bombacha.
- como cama de viúva.
Mais por fora...
- que surdo em bingo.
- que cabelo de côco.
- que cotovelo de caminhoneiro.
Mais forte...
- do que peido de burro atolado.
Frio...
- de empedrar água do poço.
Ganiçando...
- como cusco que levou água fervendo pelo lombo .
Mais gasto...
- que fundilho de tropeiro.
Gordo e lustroso...
- como gato de bolicheiro.
Mais Gordo
- que noivo de cozinheira.
Mais gorduroso
- que telefone de açougueiro.
Mais gostoso...
- que beijo de prima.
Mais grosso...
- que nem toco de açougue.
- que dedo destroncado.
- que parafuso de patrola.
- que papel de enrolar prego.
- que mandioca de dois anos.
- que rolha de poço.
Mais grudado...
- que bosta em tamanco de leiteiro.
Mais informado...
- que gerente de funerária.
Alma inquieta ...
- como galho de sarandi tocado pelo vento.
Mais intrometido...
- que piolho na costura.
Judiado...
- como filhote de passarinho em mão de piá.
De alma leve...
- como um passarinho.
Mais ligeiro...
- que enterro de bexiguento.
Liso
- como sovaco de santo.
Louco...
- como galinha agarrada pelo rabo.
Mais magro...
- que guri com solitária.
Maldoso...
- como petiço de guri.
- que rato de igreja.
- que sorro de grota.
Mais ligado...
- que rádio de preso
Mais medroso...
- que velha em canoa.
- que cascudo atravessando galinheiro.
Mais metido...
- que merda em chinelo de dedo.
- que dedo em nariz de piá.
Nervoso...
- como potro com mosca no ouvido.
- como gato em dia de faxina.
Mais nojento...
- que mocotó de ontem.
Quieto no Canto
- como guri cagado...
Pacensioso
- como gato de bolicheiro.
Parado
- que nem água de poço .
Mais perdido...
- que peido em bombacha.
- que cusco em procissão.
- que cego em tiroteio.
- que cebola em salada de frutas.
Perfumado...
- como mão de barbeiro.
Maispesado...
- que sono de surdo.
Pior...
- que jacaré sem lagoa.
- que cusco que caiu do caminhão da mudança. 7
Maispor fora...
- que quarto de empregada .
- que cotovelo de caminhoneiro .
Quente...
- como frigideira sem cabo.
Rebola mais...
- que minhoca nas cinzas.
Sabido...
- como sorro velho.8
Seca...
- como tiro de 12 cano-serrado.
Sério...
- que nem defunto.
- que nem guri cagado.
- como guri que examina galinha para ver se tem ovo.
Sincero...
- como vaca pro touro.
Sofrendo...
- como joelho de freira na Semana Santa.
Solita...
- como galinha em gaiola de engorde.
Mais sujo que...
- pau de galinheiro.
Sutil...
- como gato que vai pegar passarinho.
Tradicional...
- como embalagem de Maisena.
- como fórmula de Minâncora.
Tranqüilo...
- que nem cozinheiro de hospício.
- como água de poço.
- como capincho em taipa de açude.
Mais vagaroso...
- que tropeiro de lesma.9
Mais virado...
- que bolacha em boca de velha.
Mais à vontade...
- que bugio em mato de boa fruta.
Vivo...
- como cavalo de contrabandista.
Mais velho...
- que andar de pé.
1 Esperando um animal morto para alimentar-se e por isso está triste.
2 Paisano é expressão correntina e quer dizer patrício, amigo, camarada. Meia-guampa é expressão gauchesca que significa ébrio. Alegre aqui é camarada meio bêbado.
3 A palavra caúna é tupi e significa amarga. É expressão usada por quem está desabafando suas dores.
4 Pessoa que se assusta com tudo, até com seus atos.
5 Desta expressão surgiu o termo "lagartear", deitar-se ao sol. Diz-se do sujeito que não tem cerimônia, se "atira" em qualquer lugar, de qualquer jeito.
6 Diz-se da pessoa que não se decide ou que sempre trava decisões.
7 Pra casa antiga não adianta voltar e a nova ele não sabe aonde é.
8 O sorro, ou guaraxaim, perde o pêlo mas não perde as manhas. Diz-se do líder que sempre acha um jeitinho para acomodar as coisas, ou cair fora dos compromissos assumidos.
9 Expressão usada para pessoas lerdas, que demoram para tomar uma atitude.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Vida.
domingo, 27 de setembro de 2009
Meu coração não tem fila
"Ih, a fila andou!"
Não estava envolvido em nada com a história de tal criatura, mas isso me fez pensar [como se isso fosse uma surpressa, tudo me faz pensar...]
Putz, meu coração não tem fila, meu coração tem é sentimento.
Se não sinto nada especial por ninguém, então fico sozinho, se sinto algo por alguém, tento trazê-la para perto de mim.
Por que essa necessidade tão grande de não ficar sozinho(a)? Qual a graça de estar com alguém sem sentimento, apenas atração?
Sim, claro, se sentir atraído por alguém é bom, ficar com essa pessoa é ótimo, mas possuir um sentimento por essa pessoa é ainda melhor, sem comparação.
Não faça uma fila de desamores, mas sim histórias de antigos amores [dramas, comédias, tragédias].
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Felicidade
Hoje, durante minha cadeira de filosofia na faculdade, o professor trouxe um vídeo sobre o filósofo Epicuro. Ele mostrava algo semelhante ao que eu havia falado, sem nem sequer conhecer essa linha de raciocínio.
Só podemos ter felicidade quando temos 3 condições atendidas:
- Ter amigos
- Ter liberdade (auto-suficiência)
- Ter sua vida bem analisada (afastamento do mundano)
Ou trocando em miúdos, é necessário a solidão, e a companhia de outros para se alcançar a felicidade. Estranho? Talvez, mas verdade de qualquer forma.
Ninguém é feliz sozinho, pois é necessário a amizade. Ninguém é feliz se ela não vem unicamente de si mesmo atravéz do afastamento do que é mundano (meditar, refletir, fazer balanço).
E a auto-suficiência onde se encaixa? Simples, ter o minino para se viver, e não apenas sobreviver.
Não me aprofundarei muito nisso hoje, vim só pra mostrar um antigo pensamento que ao meu ver continua plenamente correto.
domingo, 13 de setembro de 2009
Velhos pensamentos
Será que um dia vou me encontrar,
e de mim não mais fugir, tentar se esconder,
ir para algum lugar mais além de onde já fui,
então voltar, o mundo mudar, e um novo rumo seguir,
para onde quiser ir,
com novos pensamentos, novas origens, outros horizontes, novas paisagens.
E tudo isso para que?
Ir além do imaginável?
Nada disso serve a não ser que o amanhã realmente venha,
que o mundo não seja uma prisão,
que os ventos soprem em todas as direções,
então eu irei, sobre meus próprios pés,
e andarei, até o fim do mundo,
para poder encontrar o meu mundo,
e então me realizar e ir atrás de outro sonho,
pelo qual valha a pena sonhar, e buscar,
pois a vida é curta e deve ser vivida pelos que sabem o que dela fazer,
para então finalmente perecer.
domingo, 6 de setembro de 2009
Quintanares

Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
AS INDAGAÇÕES
A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
Reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe haviam roubado a carteira: nada se perde, tudo muda de dono.
Sonhar é acordar-se para dentro.
DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...
Esses que puxam conversa sobre se chove ou não chove - não poderão ir para o Céu! Lá faz sempre bom tempo...
Autodidata é um ignorante por conta própria.
Não tem porque interpretar um poema. O poema já é uma interpretação.
De um autor inglês do saudoso século XIX: O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente.
A amizade é um amor que nunca morre.
Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...



