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domingo, 22 de abril de 2012

Era uma vez um texto ruim sobre a falta de respeito.

Parece que virou padrão atualmente, mas o valor primordial do respeito anda muito em falta.
Quem dera fosse apenas uma síndrome das redes sociais, tão populares e sempre em crescimento atualmente. O problema, infelizmente, é bem mais enraizado do que isso.

Esse mal que atinge todas as idades tem uma fonte similar em todos os seus níveis, em não aceitar o diferente.
Não basta o preconceito e o medo daquilo que é diferente de si, a moda agora é faltar com o respeito.
Seja pela pessoa ter um visual diferente do padrão, ou por exatamente ter um visual dentro do padrão; Seja pelo gosto musical, pela escolha de profissão, até pelos hobbies das pessoas elas estão sendo desrespeitadas.

As atitudes aceitas como normais pela maior parte da sociedade fazem que se crie uma hostilidade para quem se comporta de modo diferente, e essa minoria ao sentir essa hostilidade começa a agir do mesmo modo a respeito de quem lhes agride.
Não é mais permitido ser o que se é, seja lá o que for. Aliás, é sim permitido ser o que se é, proibido é falar a respeito disso, pois caso aconteça tu encontrarás quem te critique sem o menor motivo em qualquer esquina.

E claro, dentro a moda do desrespeito há sempre a onda da vez, que atualmente vem de um pessoal que eu sempre gostei, os ateus.
Sempre houve uma pequena guerra entre religiosos e ateus, por vezes agnósticos também. Mas sinceramente? Já passou do limite essa torração de paciência, dentro e fora do Facebook. Não entende que todos merecemos humanos? Entenda que todos merecem respeito. Ninguém está te pedindo pra gostar, ou pra aceitar, só respeitar.

Não, o texto não está bom, nem eu me acostumei com meu novo horário de trabalho, mas assim é como vai a vida.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Meus caros ateus, e meus caros religiosos, me escutem eu peço


Houve uma época em que eu achava os crentes religiosos fanáticos um saco, e eles eram mesmo. Hoje em dia os crentes ateus fanáticos que possuem tal cargo de chateação.
Porque, convenhamos, mais irritante do que ver um monte de pessoas dizendo que deus é a verdade absoluta, é ver outro monte de pessoas respondendo que Ele é a mentira completa.

Ambos se dizem os donos da verdade e querem por que querem que o mundo seja à sua imagem e semelhança. Sinto muito, meu caro, mas não é tão fácil assim.
A algum tempo atrás a maioria dos ateus que eu conhecia viviam suas vidas normalmente, e uma boa parte dos religiosos também. Entretanto em algum momento uma guerrinha imbecil começou. Acho que aquele povo que ia na tua casa pregar a palavra de deus se rebelou, virou ateu, e agora vive pregando contra qualquer religião já existente.

Aquele tipo de pessoa que é capaz de vasculhar livros de história pra achar algo contra o que argumentar. Ou seja, estão sendo babacas.
Nada contra ateísmo, e nada contra religiosos, mas a vida hoje em dia o que determina é o nosso comportamento. Sempre haverá argumentos contra as nossas opiniões, pois ninguém tem todas as respostas, vocês podem colocar a culpa de qualquer merda no mundo em qualquer um, isso pouca ou nenhuma diferença fará.


Então, seu bando de babacas, querem voltar a fazer diferença? Comecem a cogitar a respeito de agir diferente. Hajam como pessoas que querem um mundo melhor, deus, ou a inexistência d'Ele, nada tem a ver com isso.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Esse mundo...


Hoje em dia o conceito de felicidade dos jovens é gostar de músicas mal feitas e cantadas; gostar de qualquer coisa que esteja jogada na moda esquecendo os verdadeiros princípios...

Isso de certa forma me indigna profundamente, às vezes paro pra pensar o que vai ser de nossas futuras gerações.. Serão consumistas e bom péssimo gosto pra tudo..

Tô de mau humor e brava comigo mesma. Vou lá tomar um chimarrão, fiquem bem. :*

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os críticos dos críticos

A voz do povo é a voz de Deus. Será?

Com o advento de novos meios do propagação de informação na internet, ser crítico ficou fácil. Atualmente os vlogs estão em alta, e com eles formadores de opinião de diversos campos.
Desde arte, música, cinema, até comportamento, política, mídia. Estão jogando verdades e mentiras na sua cara pra ver se tu engole tudo sem ter tempo de questionar. Entretanto, isso é percebido, e então se cria os críticos dos críticos.

Estes críticos fazem exatamente o mesmo que os outros, jogam verdades e mentiras a respeito das opiniões alheias com suas próprias opiniões. Então existe a guerra.

Basta gastar alguns minutos no twitter por exemplo. A onda do "CALA BOCA", obra prima dos críticos dos críticos, é a voz do povo [?] perante algo que os indigna. Mas... indigna mesmo? Ou melhor, deveria indignar?

Assim aconteceu com o Stallone. Exagerou na dose falando do Brasil e levou um shut up regado a caipirinha. Agora, exagerou mesmo, ou simplismente colocou o dedo na ferida, ou os dois? É como dizem, se não entendem a ironia, quem passa por idiota é tu. No próximo filme que ele vier fazer, torçamos para ele explodir, sei lá, Varginha, ninguém mais lembra de lá mesmo.

Muita gente se esqueceu [ou nunca aprendeu] a ler uma notícia imparcialmente, e então criar a sua própria opinião a respeito disso. Ou vai dizer que tu não gosta de acessar aquele site que enche de ironia e humor suas reportagens? Vai dizer que tu não morre de rir ou espuma de raiva quando vê algum vlogger por aí falando sobre algum assunto que tu tem interesse?

Os críticos, e seus críticos, estão aí, te enchendo de informações, valores, desvalores, gostos e contragostos. E você, vai conseguir te achar no meio disso tudo?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Coloridos



Deixando bem claro, eu muitas vezes faço o comentário errado na hora errada. Não é algo que eu premedite, simplismente acontece. É algo que se tornou natural, pelo simples motivo que eu gostar de ver a reação das pessoas quando suas ideologias são contrariadas, mas que nem por isso quer dizer que eu não respeite a opinião de cada um.


Agora, o que dizer sobre essa geração colorida crescendo por aí?
É uma tribo sem ideologia e sem contexto.

Ou talvez eu pense demais na época em que cresci e nas pessoas com quem convivi. Quando uma pessoa tinha um estilo diferente, um visual fora do padrão, um comportamento alternativo àquele ditado pela sociedade, junto com isso vinha todo um discurso. Fosse a respeito de religião, política, literatura, filosofia, antropologia etc.
E é isso que me irrita nessa geração colorida. Primeiro começaram a se vestir como crianças, depois a demonstrar um QE também de crianças [de no máximo uns 7/8 anos], evitam conflitos, não colocam a boca no mundo por assuntos realmente significativos ["vô xingá muinto no tuíter!!!"], acham que todos devem ser liberais e ainda sonham com um mundo e uma vida utópica.

Estaria eu errado em criticar os pais destas criaturas?
Ao meu ver, os pais, sempre viram essas tribos da minha época com preconceito, preconceito esse que gerou discriminação. Daí, logicamente, eles é que não iam querer que seus filhos virassem uns revoltados/anarquistas/punks/desordeiros, então preferiram manter os seus filhos alienados, despreparados para a realidade do mundo. Mas todo jovem mais cedo, ou mais tarde, muda. E eles mudaram. Mudaram para isso que são, e pararam nisso, não evoluiram, mas por que?
Ora, os seus pais observaram essa mudança, e não viram aquele perfil agressivo e questionador o qual eles tanto temiam, então decidiram não ir contra esse novo perfil. E foi isso que faltou, o conflito necessário para que essa geração evoluísse seu pensamento, buscasse informações, contextos, histórias.




Se esse arco-íris vai durar muito tempo eu não sei, só sei que eu vou é continuar no meu mundo em preto e branco. Te garanto que meus tons de cinza são muito mais expressivos e ácidos que essas cores gritantes a lá Tiririca.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sobre viver, mudar e decidir

Momento de um post falado, um momento Lucky [sim, ele esperou por Godot {bem, não diretamente}] talvez... Vou olhar mais um video da Tessa e já continuo...

...

Ok, voltei...

Enfim, batatas cozidas em música troglodita bruscamente retorcida petulantemente ondulante e embarassada futebol vizinhos café requentado de madrugada numa noite estrelada com o pensamento distantemente numa distorsão indireta da realidade indissolúvel e conturbada Harley-Davidson David Coimbra cultura casa Quintana Ver!ssimo epifania gruta grita risada sorriso expressão dimensão caneca personal computer Google Trevanian livros muitos sebos amontoados num mar de vozes estranhamente sutis e distintas de maneira inintelegível apreciação da verdade mentirosa da casa da Joana e sua petulante mão conduzida por sua afável mãe calor vento chuva luz pessoas saudades curiosidades passado presente perfeito amor muro cão latido miado esguio flor nada mais compreensão de uma mente desunidamente reequilibrada razão e emoção estrelas num céu escuro.

Entendeu não? Então o dignissímo texto serviu ao seu propósito.
Não gostou? Não tive intenções de gosto, apenas de não entendimento.
Loucura? Sim, e necessária.
Por que? Sem motivo.
Heim? Isso mesmo, necessária e sem motivo. Lucky me lembrou, sempre lembra.
Quem? Lucky, já disse.
Donde? Aiai, "Waiting for Godot". Procure no YouTube. Acho que não tem em português.
Só isso? Não, agora senta que eu volto a ser eu.
Já estou sentado! E agora? Agora ignore o mundo, coloque uma boa música em uma linguagem que você não entenda, e leia, se você chegou até aqui, leia.

Nesse momento estou em dúvida se crio o resto da postagem baseado em reflexões do comportamento humano ou se faço você que está lendo refletir sobre isto.

Sabe, quando nem havia nascido eu quase morri, o cordão umbilical havia se enrolado no meu frágil pescoço fetal, mas não morri. Quando tinha poucos anos de vida, sempre cheio de doenças, quase morri uma noite, minha mãe me achou já frio na minha cama, me levou às pressas para o hospital, enrolado no cobertor, lá graças a uma injeção sei lá de quê usada em ultimos casos [que ou te salva, ou mata de uma vez] eu sobrevivi. Alguns anos mais tarde, brincando com meu irmão, um primo e um vizinho, construindo uma 'cabana' com dois cavalete e um barril de latão aberto, tudo desmorona, junto com as pedras que estavam em cima para manter o latão no lugar, durante muitos anos carreguei a cicatriz no meu pescoço de onde caiu, mas parou antes de alcançar realmente fundo, além de um dedão do pé quebrado. A alguns meses atrás quebrei o tornozelo, levantando do sofá, descobri que tenho osteopenia.
Aprendi a me auto-controlar, a ter paciência, a dar valor à moral, à honra e àquilo que eu considerava correto. Teci, por mim mesmo, minhas concepções de filosofia e sabedoria, e mais tarde vim a saber que oa antigos tinham idéias muitos semelhantes as que eu supunha. Escondi-me do mundo, e dele tentei aprender tudo o que pude, o que vivi, o que ouvi, o que vi, o que li, o que não vivi. Sofri, ah como sofri. Cheguei a um ponto em que o isolamento se tornou a minha maior verdade, pela vida, por opção, por amor, com dor, quebrei esse afastamento.
O mundo, ah já o conhecia, não me surpreendi, mas o senti, era o que me faltava, foi o que me completou. Conhecimento, sempre se pode ter mais, mas falo de ser e não ter, sou completo, mas não estou completo.

Sim, essa é minha vida, pela qual passei, na qual vivo, sem pressa, sem parar, sempre tudo ao seu tempo, aprendi que se não for assim, não a viverá, mas sim se arrependerá do como poderia ter vivido, ou de como viveu algo antes da hora.

E chegou agora a hora de fazer calar esses que estão por aí, a repetir palavras alheias, pessoas que não desenvolveram seus próprios pensamentos. Pessoas que por lerem muito e conhecerem pessoas com um grande conhecimento acumulado acham que têm opinião própria.
Rídiculos, vomitam as palavras proferidas por pensadores de milênios atrás. Se deixam levar sem notar por formadores de opinião, e cospem para cima quando resolvem falar sobre assuntos que sequer conheceram pessoalmente. Ousam satirizar e criticar quando alguém lhe dá uma opinião contrária a que lhe foi enfiada goela abaixo anteriormente, não sabem respeitar e aprender, a não ser que seja das mesmas fontes, como fantoche que não aceita outras mãos a não ser a do dono.
Vamos ver como será quando suas preciosas teorias forem quebradas e jogadas ao abismo, quem sabe a mediocridade dessa geração finalmente olhe para si mesma.

sábado, 14 de novembro de 2009