sábado, 9 de fevereiro de 2013
Melodia
"Mando o foda-se?
Faz tempo que tem gente pedindo por isso, pedindo para receber umas verdades na cara, um tapa da sociedade.
Mas eu estou com sono.
Sim, sim, eu sei, e o sono suga o principal da raiva e da energia necessária para fazê-la funcionar, é uma pena.
É?
É sim.
Nem tanto.
Verdade.
Do que queria falar?
De gente que não aceita que as coisas não funcionem da forma que eles esperam.
Mas não sou assim também?
Sou, mas apenas em parte. Trabalho na lei da reciprocidade, se dou algo, espero receber algo equivalente em retorno.
Nem sempre isso acontece.
Eu sei, tento aprender a conviver com isso.
Eu também.
Mas então?
Então? Então que me cansa que esperem coisas que não posso fazer e nem ao menos me dão algo, ou a promessa de algo, em primeiro lugar.
Ou seja, faça isso porque eu pedi. É isso?
Basicamente.
Não é uma atitude muito inteligente.
Na verdade é. Só depende de quem é o alvo dessa atitude. Este tipo de comportamento pouco ou nenhum efeito tem em mim.
Já teve.
E com o tempo aprendi a reconhecê-lo e evitá-lo.
Ele e tantos outros.
E o que mais?
Tudo.
Amplo demais.
A mente não possui limites.
Ah, sim, possui.
Podem ser quebrados.
Como?
Da forma correta.
E qual a forma correta?
Tudo ao seu tempo.
... e isso foi a resposta ou um adiamento?
Ambos."
E afasto a caneta do papel, já preenchido por alguns riscos negros. Onde três mascarás sem expressões ficarão por sua breve eternidade.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
O fim sem fim.
Então é assim que tudo acaba.
Demorou para chegar, esse final. Ou, mais provavelmente, eu me negava a aceitá-lo. Adoro renovar, recomeçar do zero, entretanto fins absolutos nunca me agradaram.
Acabou um estado de espírito que nunca voltará. Acabou o viva e deixe viver, ou morrer. Acabou o cômodo estar quieto no próprio canto. Ah, e como ser assim foi tão bom por algum tempo. Não apenas prazeroso, necessário.
Houve momentos, nessa pobre e breve vida, em que ou a raiva, ou a dor, ou o amor, ou a paixão, ou... Bem, vocês entenderam, extremos... quase tomaram as rédeas, aqueles momentos em que cometemos os maiores erros.
Poder se desligar de tudo nessas horas, focar em outra coisa, me ajudou e muito. Porém tudo possui um preço, e esse estava se tornando alto demais para que eu pudesse pagar. Meu senso crítico. Não, não que ele estivesse sumindo, nada disso. Ele estava sendo reprimido, abafado por um cada vez mais forte senso comum.
Com o tempo fui parando de escrever, desenhar, e o que fazia não tinha grande significado. Momentos filosóficos cada vez mais raros e os ecos dos vários eu-líricos enfraquecendo dia após dia.
Mas estava tão bom, tão cômodo.
Das vezes que tentava terminar isso, sempre mantinha um pé atrás. Precaução sabe... Medo talvez. O mundo é grande e feio, e nunca saberemos o suficiente nele.
Ia correndo de sombra em sombra, vendo o sol e evitando ele. Sabendo do mundo e indo pelos cantos.
Mas evitar o sol pode deixar seus ossos fracos, e por mais forte que tu seja, ossos fracos te deixam frágil.
Não decidi por um fim. Não quis final. Desta vez, apenas o aceitei.
Ou isso, ou passar até o fim dias dias com o corpo coberto de gesso.
Já acumulei milhas demais para tantas raízes, e tão profundas. Agora é andar, sentir a grama nos pés, a chuva nos ombros e a lua e o sol no rosto.
Então é assim que tudo acaba...
domingo, 26 de agosto de 2012
A Chama e a Chuva
Sento no escuro, escuto a chuva cair lá fora.
Acendo meu isqueiro para ver sua pequena chama crescer em meio ao breu e iluminar o meio sorriso estampado no meu rosto.
E pensar, meu nobre isqueiro, que você será uma eterna lembrança de uma conquista que cheguei a imaginar intangível, inalcançável.
E tu, meu caro sorriso, que pela metade é sempre o mais sincero, lembrando de tudo e todos que tentaram te fazer sumir. Te abre um mínimo e por teus lábios escorre um fio de ar, trazendo novamente a escuridão ao meu redor.
A escuridão e o som da chuva. Tão belas, tão tristes. Magníficas em seus significados, em suas memórias tão belas e tristes quanto si mesmas. Aliás, por serem assim trazem consigo essas lembranças ou são as lembranças que te fazem serem assim?
Afinal, e mais importante, isso importa? Não, claro que não, é simplesmente assim.
Lembro de quando me desafiaram. De cada momento em que isso aconteceu, e de cada resposta que dei. Lembro das respostas ainda pendentes. Lembro do medo nos olhos de alguns, da coragem nos olhos de tantos, e da prepotência nos olhos de muitos.
Lembro das tolices, e da alegria vã.
Lembro dos saberes, e da tristeza infundada.
Lembro da decepção, e de como me deixei abalar inutilmente.
Lembro da esperança, e dos erros que ela traz consigo.
Lembro dos sabores, das cores, dos toques, e recordo que tudo é importante, na mesma proporção que nada é importante.
Ainda desejo tantas vinganças.
Acendo meu isqueiro, dou uma piscadela, e meu sorriso se abre anda mais.
Ainda desejo tão bem a quem nem sabe.
Aquela velha frase, que em algum lugar li [ou ouvi, não que isso importe], volta à memória, tão simples, tão fatal.
Já morri e nasci, tanto e tanto, era assim que vivia, eterna renovação, eterna mudança, tão pequenas, tão singelas, tão completas. Eternos zeros, eternos erros, eternos acertos.
Derrotei a imaginação, e a recriei. Tentei e errei, e isso, apenas isso me derrubou. Meus erros, dos teus eu sempre me livrei facilmente, recordas?
Já fui poeta, mas não faço poesia.
Já fui artista, mas minha arte nunca foi arte realmente.
Já fui amado, mas amor não existe.
Já amei. Oras, e quem nunca foi tolo?
Te apago, amigo isqueiro, e teu cheiro se mistura ao som da chuva e ao negrume dessa sala.
Eu tentei, meu bem, não eu, mas um outro eu que já morreu.
Morreu, morri, pois aquela simples frase sempre foi fatal, mesmo quando eu não a conhecia.
Afinal... não final... não há final além do ponto final.
domingo, 27 de maio de 2012
Rosas, pela Torre
Tempo... Tempo, tempo, tempo, tempo...
TEMPO, maldição, o tempo.
Com as rosas e com a Torre um ciclo se fechou, claro como o futuro em uma poça d'água, e um novo se abriu. Mas novos ciclos são complicados, pois nunca se sabe o que se esperar deles, e qual o melhor modo de os começar.
De nada adianta olhar para aqueles belos anos em que outrora havia felicidade. Novos ciclos são egoístas, querem liberdade, querem amor de verdade. Novos ciclos, famintos de fé, famintos de ouro e de pão. Famintos de DOR.
É como criar um título para uma história sem início, meio e fim.
Ele sobe na torre e para na frente de uma porta com seu nome escrito, e ele não quer atravessá-la. O caminho é longo demais, e a chegada final é breve demais. Não há recompensa final, a não ser a poeira nos seus pés surrados, o cabelo desfeito pelo vento e o rosto surrado pelo sol.
Depois de muito andar o corpo clama pelo descanso merecido, mas ele não existe, o caminho segue, ele volta ao princípio e o homem de preto continua.
Palavras, momentos. Vento e tempo. Olhar, sussurrar.
Palavras pequenas e um grande momento, assim foi o princípio dos tempos, assim é o princípio de todos os tempos e de todos os momentos, todos os ciclos e todas as vidas.
Vá ciclo, gire, que gire a roda, que rode o ka, que vire a maçaneta, e que abra a porta para um sem fim de caminhar.
Que venha a dor, venha meu amor, cansei de ser feliz.
domingo, 25 de março de 2012
Hoje.
Hoje eu vi uma estrela cadente.
Hoje eu tive uma enorme intuição.
Hoje eu falei com Cronus.
Hoje eu falei de mim.
Hoje eu curti a noite.
Hoje eu libertei a mente.
Hoje eu matei o acaso.
Hoje eu driblei o destino.
Hoje eu fechei o livro e marquei a página.
Hoje eu afaguei o cachorro e espantei as galinhas.
Hoje eu escrevi um conto e sonhei outros mil.
Hoje eu dei adeus à um passado que não se tornará história.
Hoje eu deixei o jornal de lado e li as notícias na poeira.
Hoje eu rodei o mundo.
Hoje eu deixei o dia acabar como um dia qualquer, pois é isso que ele foi.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Quando Cronos estapeia um mentiroso que fala a verdade
Feche os olhos e deixe o texto fluir, meu pequeno.
Não, sequer olhe o que está escrevendo, não vale a pena mesmo.
Mentiras mentiras, as tire da cabeça, o dragão sorri para você, pois ele te escolheu por honra ao teu nascimento. Jamais ouse esquecer isso, ele te queima e com seu fogo ele te purifica.
O mundo gira, não seja como aqueles que sempre voltam para o mesmo ponto, por vezes e vezes seguidas. Podem até mudar a perspectiva, mas seguem o mesmo erro sem sequer notar o que fazem.
Não, não, dragões não existem, não neste mundo.
Mas que outro mundo pode existir? Há, sim, rios de mistérios, e nada mais.
Não lhes diga que sim, não lhes diga que não, faça-os de bobos que legitimamente são.
Tu é o mentiroso escolhido por Cronos. Ah, sempre Cronos não?
E haveria algum motivo para assim não ser? Tantos fervorosos em crer ou descrer de algo. Ainda não aprenderam a viver na beleza da dúvida.
Seja o mentiroso que nasceu para ser, o melhor que pode ser.
Pois mentirosos não mentem.
Ah não, mentirosos não ocultam tampouco.
Mentirosos ludibriam, eles te enganam com verdades. Um mentiroso, apenas com verdades, cria infernos e paraísos. Cria mundos.
Mundos de mentira onde dragões existem. Mundos de verdade onde seu fogo lhe queima.
Mentirosos de meias verdades, meias mentiras, meias palavras.
Qualquer um sabe mentir, o mentiroso sabe criar. Um mentiroso cria conflitos. Mentiroso nunca erra, pois mesmo no erro, o erro vira alheio. Um mentiroso está sempre certo, pois se está errado, o outro está mais, e com ardil, ele nunca esteve. Um mentiroso confunde joga verdades e meia verdades e meias mentiras. Mas nunca mentiras pela metade.
Agora abra os olhos, meu gigante.
Veja a cidade lá embaixo e se deixe voar, cuspa o fogo de dentro do teu ser.
Viva esse mundo novo, crie ele a cada momento.
Crie a cada palavra, a cada mentira, a cada verdade.
DESTRUA!
Pois viva, morra e nasça. E novamente, num ciclo sem fim.
Nem fique vivo ou morto muito tempo, pois o dragão é também um grifo, e o grifo o equilíbrio.
Morte e vida, mentiras.
E acredite, tu precisava ler a isto tanto quanto eu o precisava escrever.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Momentos
Para tudo há um momento.
Reflexão, inspiração, filosofia, raciocínio...
E há momentos para nada. Para dormir e acordar. Para tirar tudo o resto da cabeça e morrer.
Mas somos humanos demais para aproveitar esses momentos. A vida é uma tentação grande demais. E esquecemos que precisamos morrer para viver.
Cale-se, cerre os olhos e se deixe levar.
Os olhos da mente.
Depois acorde, e não ouse nunca mais olhar o mundo da mesma maneira que olha hoje.
Ou estarás perdido, além do tempo, onde nem Chronos poderá te buscar.
A loucura
Eu sou a loucura, e você jamais escapará de mim.
Corra meu pequeno, corra até o fim do mundo, e eu nunca sairei da tua sombra.
Grite, grasne, urre, ruja!
Tua mente é minha, e será por toda a eternidade.
Até após a morte, até fora deste mundo.
Fuja, meu pequeno, e não sairá da palma da minha mão.
Eu sou a loucura. Eu sou sua vida. Eu sou seu amor.
Eu sou você, meu caro, e tu não podes fugir de mim. Nenhum de vocês.
O leão, o lobo, a coruja, a tartaruga.
Invoque seus totens, pequenino.
Olhe bem nos teus próprios olhos, em todos eles, e me verás.
Agora olhe para o mundo, meu amor.
Eu sou a loucura, e vou salvar você.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Conversas em um Pub qualquer
- Sério que deus fez isso cara?
- Claro que sim, faço minhas obrigações na igreja toda a semana, pago o dízimo. É obrigação dEle me ajudar, está escrito.
- Ô Furlan, alcança um guardanapo aí.
- IIhh, to vendo que isso vai dar merda, toma aí.
[rabisca, rabisca]
- Lê aí.
- "Eu sou um idiota por acreditar em deus." Rá, rá. Vamos ver isso na hora do juízo final.
- Sim, sim, claro. Mas me di uma coisa, por que teu deus não salvou aquelas outras pessoas no ôibus do assalto?
- Não sei, os caminhos de Deus não são do nosso conhecimento.
- Bosta, é isso que eu digo. Deus não existe.
- Deus é a cura para nossos males!
- Oras, para isso basta ir ao médico. A Ciência é a cura.
- A ciência tenta imitar Deus.
- A Ciência é deus!
- Ah é, é? Se a tua ciência é tão poderosa, por que não te fez com uma cara mais bonita?
- Ah, vai pro inferno!
- Inferno? Que inferno? Existe inferno na ciência?
- Tu sabe bem que isso é só uma forma de expressão. E aliás, tu acredita em inferno, então pra ti vale.
- Garotos, garotos, não briguem.
- E tu Furlan, acredita em qual deus?
- Eu? Nenhum não.
- Ah rá. Viu, mais um ateu.
- Não sou ateu.
- Como não é ateu e não acredita em Deus?
- Não sendo, oras.
- Explique.
- Devolve o guardanapo.
[rabisca, rabisca]
- Não falo mais sobre isso.
- "A fé, seja em Deus ou nos homens, quando absoluta é idiota e ilógica. Por que se firmar em certezas quando a beleza da dúvida paira no ar?"
Olham-se enquanto Furlan pisca e sorri para uma moça passando próxima de sua mesa.
- Viu a nova do PT?
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Diálogo dia logo
Nada bem.
Nada bem aqui também.
Um dia.
Uma noite.
Nada bem. Já errei demais.
Eu quero acertar
Eu também.
Se tu descobrir como acerta, me avisa, tô sem saber como é.
Olha, esse negócio de viver dá muito trabalho, e eu ainda tento ser feliz?
Complicado isso, eu sei.
Eu amei tanto.
Pois é.
E nada resolveu.
Amor não basta.
Tem que ter algo a mais.
Pra tu não morrer da próxima vez, né?
É.
Mas é sempre preciso morrer um pouquinho por vez.
Me avisa, por favor.
O amor, o meu amor, foi como um acidente.
Batemos de frente e nada se restou.
Fim.
E no fim, eu morri, mais uma vez.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Pursuing happiness,
ou apenas andando ao léu.
Sentado no ônibus, olhando para as casas, pessoas, animais e vidas que ficavam para trás, juntamente com a paisagem, ele não pensava em como a vida é uma montanha russa.
Idas, vindas, tristezas, alegrias, tudo é passageiro, mas isso todos já sabemos, não?Sentia-se feliz naquele instante, sem motivo, por que achar motivos para tanto? Basta apreciar o momento.
Não, nada de novo havia ocorrido, sem novos amores, sem novo emprego, sem ganhar na Mega. Nunca apostou, aliás. Não acreditem, mas nem beber este caro personagem bebeu. O vinho ainda estava fechado em casa, as outras bebidas também. O tão envolvente livro na sua cabeceira continuava lá, e a xicará de café vazia, sem ter sido preenchida aquele dia.
Desceu, andou pelas ruas semidesertas, com as lojas fechadas. Feriado é sempre assim. Não encontrou ninguém, mas sorriu a desconhecidos, e desconhecidos sorriam de volta. Nem sempre, mas sorriam.
Noites frias fazem as pessoas se tornarem mais calorosas.
Enfim, voltou, ainda sem café. Um dia bom. O sono. Boa noite.
Já ouvi isso antes, de forma tão diferetemente parecida. Ainda assim, boa noite.
As horas passam, o sono vai, o sono vem, Boa noite, já lhe disse.
Ainda não percebeu que o tempo brinca? Faz isso com o mesmo divertimento com o qual brinca com seus próprios cachos.
Beijos, boa noite, nos vemos... ...quando for o tempo.
Então dorme, com um sorriso feliz no rosto. Lembrando de risos que não deveria ouvir, e de olhos que queria olhar.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O tempo é atemporal
Chronus é provavelmente o ser mitológico que melhor representa o título Deus.
Não é algo que surja do nada, havia a terra e o céu, a partir deles surge o tempo, e com o tempo as formas de vida.
O tempo já foi dito como inexistente, mas na verdade ele é atemporal. Não se pode medi-lo. Ele não é uma energia ou consciência cósmica. Não é ele que nos faz envelhecer, muito menos ele que diminui as nossas mágoas. Tudo isso é apenas consequência da sua existência.
Ele é aquilo que é, esta seria uma ótima descrição para ele.
Talvez o tempo seja apenas a ordem natural das coisas, talvez ele seja a força da natureza, talvez ele seja o destino, ou simplesmente o acaso.
Ele não passa, ele não flui. Nos que passamos ou fluímos por ele.
Ele não tem regras.
O tempo é tudo.
O tempo é nada.
Nós somos o tempo, e para ele nós nem existimos.
O tempo, meus caros, é atemporal.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Este é o meu último post
Fiz vários post sobre mim durante o ano, por falta de tempo, de criatividade, por simplismente precisar falar. Este é o último, por um bom tempo espero.
E chega o ano ao final, ano corrido, ano divertido, ano tresloucado e trancado. Pouco deixou de acontecer, e o que ficou pelo caminho está preso em promessas para o próximo. E imagino que ninguém saiba exatamente do que estou falando.
Talvez seja melhor assim. Talvez não.
Talvez simplismente esteja faltando café.
Fiquei sem tempo, mas tinha criatividade. Fiquei sem ambos. Estou com ambos, mas minha internet se foi até segunda ordem. Ano irônico.
É Natal e fiquei sem presente. É Natal, e não faz diferença alguma, a não ser o frango assado, e a lasanha 5 queijos que eu mesmo fiz. É Natal e logo mais o Noel e seu espírito vai sumir. É Natal e logo Jesus vai morrer, e depois ressucitar.
É o que dizem.
Não isso realmente signifique algo pra alguém. Nem que o tempo realmente exista.
Ainda falta café.
Amei, odiei, fiz amigos, e alguns inimigos também.
Me perguntaram se ainda gostava da Danusa. Eu disse 'claro', afinal, por mais que a vida ou qualquer coisa separe, nunca deixei de gostar de ninguém que eu tenha mesmo gostado, assim como desse ano mesmo, ainda gosto e muito da Yugi, aquela de cabelo curto. Assim como de alguns anos ainda amo a Paty.
Fazer o que? É a vida, a minha vida. Minha vida e das minhas paixonites. Que por mais passageiras que sejam, de certa forma são eternas.
É estranho nunca sentir um sentimento morrer... torturoso certas vezes.
Chegou o Natal e não presenteei ninguém. Alguns responderam minhas sms', responderam, mas lembrar de me mandar, ah, isso nunca lembram. Eu sou esquecivel, mas lido com isso a muito tempo pra ainda me preocupar.
Por que eu fui tomar todo o café antes?
Logo logo a Dilma assume. E eu estou preocupado com isso. E ainda vou criticar ela por aqui, e se merecer, elogiarei também.
Afinal a vida é isso.
Afinal... o que é vida?
Isso tudo que acontece entre o nascer e o morrer? Isso não é vida.
Vida, meus caros, é o nascer, e é o morrer. Nada além disso.
Você apenas precisa nascer um pouco mais, e morrer um pouco mais, então estará vivendo muito mais.
Ou não, afinal, estou sem o meu café.
Está na hora de voltar a andar, ouvir o mundo, quebrar teorias, magoar sentimentos, criar mundos, tocar nas feridas, elevar a estima, dar umas rasteiras, respeitar, provocar, discutir, polemizar. Está na hora de passar mais um café, melhor, dois. Acho que tu vai querer um também.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Vá nessa!
Bueno, tinha pensado em fazer um post sobre solidariedade, cortesia da @carolisbaum. Mas mudei de idéia.
Enfim, a Vanessa é uma guria lá de Santo Ângelo, e vai falar sobre... Ah, qualquer coisa, assim como o resto aqui.
--
Perguntei pra várias pessoas hoje: O que te faz feliz?
As respostas variaram pouco, uma ou outra se sobresaiu.
E então desisti de falar disso também.
--
Li um post, em algum lugar, que me irritou. Estava bem escrito, tinha emoção, tinha história, e um monte de prepotencia juvenil.
Sabe, a vida não é fácil, enfatizar isso o tempo todo enche o saco. Não é por ser velho ou novo que ela vai te dar folga.
Então isso me deu a idéia do que dizer.
--
Idade é um conceito falho.
A quantidade de vezes que alguém já presenciou uma volta ao redor do sol não faz dessa, ou daquela, pessoa mais sábia ou interessante.
Algumas pessoas acham que porque viveram certa quantidade de tempo [adolescentes], conhecem a vida. Alguns conhecem, sim, mas a grande maioria não. Alguns logo aprenderão, outros mais tarde, e outros nunca.
Este é o assunto, mas fica pra outro post...
--
Bem vinda Vanessa!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
E assim...
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Dueto.
sábado, 31 de julho de 2010
Desfragmentar-se
Normal, afinal trabalho até de madrugada, e logo o sol de sábado aparece no céu.
Sabe aqueles momentos de procura por si mesmos? Sabe, quando alguém fala que precisa se encontrar, que já não tem a mesma capacidade para algo como tinha antes, que se sente despedaçado, que sente falta de certa característica em si mesmo que era algo tão forte antes?
Eu chamo isso de fragmentar-se. Talvez haja realmente um nome para isso, mas eu chamei assim depois da teoria a seguir:
Em algum momento da vida e seus estágios, nós mudamos psicologicamente, na verdade em vários momentos com pequenas mudanças. Mas em um momento específico [que talvez não ocorra com todos] acontece a fragmentação. O ato de mudar drasticamente a si mesmo, despedaçando a personalidade e características pessoais.
Motivos variam, e meios de ocorrer também. Como não vou ficar enchendo de exemplos aqui vou falar de mim [Sim, conheço casos assim, mas sou egocêntrico o bastante pra falar do meu].
Eu acho [repito ACHO] que por ter sido uma criança introspectiva, tímida, e blá blá blá e sempre ter me saído bem acima da média na escola/curso/whatever, eu me fragmentei para me adaptar. Não foi nada consciente.
Imagine uma bergamota/tangerina/mexerica/whatever, essa é sua personalidade, fragmentar-se seria desmontar os gomos e espalhar por aí, ficando com um pouco para si, para a sobrevivência.
E aí você segue a vida, num outro nível, num outro ritmo, num outro contexto. Você evolui, cria outras características, alcança aquilo que desejava [ou não].
Entretanto, eis que chega o momento em que aquilo que você espalhou te faz falta. Logicamente que o que você tenta fazer é rejuntar os restos antigos e tentar voltar a se sentir completo, se sentir você mesmo. Mas acontece que não é tão simples assim [pelo menos para mim não].
Toda a vez que eu chegava perto de me sentir realmente completo tudo se esfarelava de novo. Até hoje [bem, ontem na verdade], veio a solução até mim, veio a pé, e me trouxe uma epifania de brinde. Eu entendi que de alguma forma existia uma sequência que eu deveria seguir para trazer cada um dos meus gominhos de volta. E eu sempre errava. Mas agora, mesmo sem saber qual era a sequência, sei que acertei. Senti tudo melhorando, tudo fazendo sentido a algum tempo, estava colocando pontos em "i's" deixados para trás faz tempo.
Fui no centro fazer algo que me faz feliz, pegar meu salário. Resolvi comprar os lápis de cores que tanto falava para fazer retratos coloridos a tanto prometidos, recomprei canecas de café [as antigas foram devidamente quebradas pelo meu irmão]. Fui embora. Estava na parada, olho em volta, quando estou terminando de olhar meu cérebro faz uma ligação com um dos rostos pelo qual passei.
Vi, era ela, ela me olhou, voltou a olhar o caminho, me olhou de novo, entortou a cabeça com um olhar surpresso, e me reconheceu [é, barba e cabelo comprido podem ter essa reação em antigos conhecidos].
Fomos amigos, e posso dizer que ela foi uma paixão platônica [numa época em que uma guria poderia se aconchegar no meu ombro e ficar segurando minha mão que eu ainda ficava tremendamente inseguro] [épocas de bobalhão inexperiente, utópico] [mega facepalm] e se algum dia tive alguma chance com ela [vai saber] o passado nunca dirá.
Conversamos um tempo, na verdade, mais ficamos nos olhando [nos olhos, seus... seus...] e sorrindo, gratos pela breve companhia compartilhada brevemente. Enfim, o ônibus dela chegou.
Tcharam, o último gominho, esse encontro, essa conversa [fiada], a troca de olhar. Não sei explicar, mas pareci me sentir simplismente eu de novo, não o eu complicado que eu mesmo era...
[Rindo dessa frase esdrúxula.]
Pode parecer ridículo, idiota, tolice, qualquer coisa. Mas de alguma forma é verdade.
--
Bem, se você leu até aqui, obrigado, se não, pena, vai perder o que eu vou falar das novidades.
Sim, novidades. Por minha parte pelo menos, os outros podem vir aqui quando quiserem, e escreverem quando quiserem, sempre foi assim e não vai mudar [nem deve], a frequência é do gosto de cada um. Enfim, renovado como estou, a tag Tio Marconi vai ser quizenal, e pretendo colocar mais duas postagens por quizena pelo menos, isso e mais os desenho que vou começar a fazer para deorar as paredes do pub e do twitter. A vida ainda continua corrida, mas dormir deixa de ser necessário quando você sabe relaxar de outras maneiras.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Tempo
O tempo é minha inspiração.
Ele e suas consequências;
Ele e suas decisões;
Ele e seus jogos;
Ele e suas mudanças;
Ele e suas curas;
Ele e suas mágoas;
Ele e seu destino;
E se esse destino é mutável,
então eu vou mudá-lo.
Se não, tudo vai ficar como está, e morrerei sorrindo.





.jpg)
.jpg)

